Fim da tolerância de ponto na terça-feira de entrudo motiva críticas de autarca de Estarreja, que foi eleito por coligação do PSD-CDS.
“O Carnaval é uma necessidade, até por razões de saúde pública!”. José Eduardo Matos, presidente da Câmara de Estarreja (PSD) junta a sua voz aos indignados com a intolerância do Primeiro-Ministro.
Estarreja leva muito a sério a organização do corso carnavalesco. “Nesta altura é muito negativo para angariar as receitas necessárias”, lamenta o autarca eleito numa coligação com o CDS.
A organização começou “há vários meses” a preparar os festejos. Os custos rondam 145 mil euros, sendo quase 32 mil suportados pela Câmara.
Com bom tempo, mais de 30 mil pessoas poderiam assistir ao desfile.
“O Carnaval é um movimento popular, temos necessidade de um contra-ponto às tristezas do dia-a-dia”, vincou José Eduardo Matos insatisfeito com a decisão governamental que pode afastar muito visitantes.
A Câmara, pela sua, poderá dar tolerância ao seu quadro de pessoal, como é prática habitual.
O comércio local a 15 dias dos muitos eventos paralelos aos corsos já estava devidamente abastecido para a afluência de foliões e a contar com faturação extra.
Outra consequência, ainda imprevisível, “é a falta de figurantes” que ficam proibidos de deixar o trabalho e não possam meter férias.