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Ex-chefe de estação dos Correios desviou milhares de euros das poupanças de clientes
10 jan 2018, 23:17

Uma antiga funcionária dos CTT confessou o desfalque de 104500 euros quando desempenhou funções de gestora em Oliveira do Bairro e Ílhavo.

A arguida de 46 anos assumiu os factos da acusação por abuso de confiança e falsificação de documentos no início do julgamento, esta quarta-feira, no Tribunal de Aveiro.

A ex-chefe da estação aproveitou-se das funções que desempenhou nos Correios da Palhaça e Ílhavo, bem como da confiança depositada pelos clientes, desviando em benefício próprio quantias que lhe eram entregues para fazer poupanças em aplicações financeiras (seguros, títulos do tesouro e certificados de aforro).  

De acordo com a acusação do Ministério Público (MP), estão em causa 17 casos entre o verão de 2011 e abril de 2014.

Quando os CTT detetaram as irregularidades, a arguida foi suspensa de funções e acabaria mesmo despedida na sequência de processo disciplinar.

A empresa pede, a título de indemnização, 76.167 euros, quantia usada para ressarcir os clientes lesados. A única cliente que não recebeu, por não ter reclamado dentro do prazo, constituiu-se assistente no processo judicial para tentar receber cerca de 12700 euros.

A arguida, que se encontra há dois anos na situação de insolvente, restituiu apenas 15600 euros.

Durante a confissão praticamente integral, a antiga chefe de estação dos CTT disse que foi “levada” a desviar as quantias em causa devido “à pressão, violência, chantagem e ameaças”  do companheiro à data, “um cidadão brasileiro que fugiu para o seu país”.

“Apercebeu-se do que eu fazia no meu trabalho e passou a controlar-me, a extorquir-me e a ameaçar os meus familiares”, acrescentou.

A ex-funcionária garantiu ao tribunal que, ao contrário do que diz o MP, não selecionava os clientes procurando pessoas menos capazes. A maioria dos lesados eram idosos, mas também cidadãos deficientes.

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