A direcção do Beira-Mar vai liquidar esta terça-feira cerca de 280 mil euros devidos a ex-dirigentes credores.
O cheque permitirá levantar as penhoras e arrestos sobre receitas importantes do clube, nomeadamente as bilheteiras de todos os jogos até ao final da época.
O jogo com o Benfica, no domingo, a contar para a 12ª jornada da Liga, não rendeu a totalidade da verba necessária, mas o dinheiro em falta foi garantido durante o dia de ontem através de um empréstimo de pessoa não identificada que decidiu ajudar neste momento financeiro difícil.
O prazo acordado com os elementos da anterior direcção liderada por Artur Filipe, que reclamam ao todo cerca de 1,8 milhões de euros, expira esta terça-feira.
O jogo com o Benfica teve uma assistência de 15.480 pessoas, longe dos 25.000 que o clube esperava.
É preciso ter em conta, ainda, os cerca de 40 mil euros de custos associados à organização da partida.
“Tivemos uma receita na ordem dos 230 mil euros, ainda assim menos do que era necessário Este dinheiro vai quase todo para pagar a credores e não chega”, assumiu António Regala, presidente do Beira-Mar.
A verba em falta foi obtida através de um empréstimo particular. “Felizmente arranjámos quem nos ajudasse a resolver o problema que nos deixava em asfixia total”, adiantou o dirigente.
Os credores informaram a direcção que o levantamento das penhoras só terá efeito após boa cobrança dos cheques, desconfiança que António Regala disse “lamentar”.
Menos um problema por resolver, apesar de ser necessário ainda negociar a forma do Beira-Mar pagar o montante ainda em falta e que motivou, também, a venda judicial do pavilhão e da antiga sede, adiada para data a designar.
* artigo corrigido.