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Aveiro | 29-SET-2008 21:29
Carlos Candal não deseja regresso de Souto mas lembra obra “notável”
Carlos Candal, vogal do PS na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro, confessou segunda-feira à noite não desejar uma eventual recandidatura de Alberto Souto embora reconheça que o ex-presidente da Câmara “deixou obra” ao invés do que sucede ao actual mandato.
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Intervenção da deputada do PS Ana Seiça Neves.
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“Não sou fã de Alberto Souto, nem quero que volte a candidatar-se ou sequer que volte a ganhar, por várias razões, mas fez uma obra notável. Não há sítio nenhum em Aveiro cidade que não tenha deixado a sua marca”, disse o histórico socialista que falava na abertura período antes da ordem do dia.
Carlos Candal admitiu, ainda, que o anterior líder autárquico “deixou obra” mas também “deixou muitas dúvidas”.
A referência a um hipotético regresso às lides autárquicas de Alberto Souto surge após duas intervenções públicas recentes do antigo edil, actualmente vice-presidente da Autoridade Nacional das Comunicações, sobre temas com relevo local, nomeadamente o impacto da construção de estádios do Euro 2004 e o futuro da Avenida Lourenço Peixinho.
O desempenho da coligação de direita mereceu uma apreciação ainda mais negativa. “Esta Câmara continua a deixar dívidas, o passivo continua a aumentar e de obras não tem nada que se apalpe, não dá nada espremido”, acusou.
No mínimo, recomendou, devia “ter a casa pequena e modesta, mas arranjadinha, limpa e escovada”, ilustrando como “exemplo de desleixo” as árvores da avenida Lourenço Peixinho que permanecem envolvidas em luzes “desde o Natal”.
PSD lembra passado recente
O vogal do PSD Manuel António Coimbra não deixou passar a intervenção sem resposta. “A obra de Alberto Souto está sempre presente”, ironizou.
Aludiu à ordem de trabalhos da AM, onde surge o protocolo a celebrar com mais um promotor imobiliário ponde fim a um diferendo “um dos muitos nós” que se arrastava “por desatar” desde o mandato anterior que poderia penalizar a edilidade. “Evoca-nos mais uma vez Alberto Souto, as hipotecas dos terrenos, a falta de pagamentos de edifícios, de rotundas e passagens desniveladas”, acusou.
Manuel António Coimbra assinalou ainda a passagem do quinto aniversário da inauguração do novo estádio, com um jogo entre Portugal e a Grécia, que foi o inicio do “divórcio” dos aveirenses do recinto “porque não tiveram acesso aos bilhetes”.
“Podemos conversar sobre conceitos de município, conceitos solidários, de honrar compromissos assumidos, mesmo os que não foram da actual Câmara. Essas são as preocupações dos tempos de hoje”, concluiu.
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