Alberto Souto reapareu na cena política local e foi crítico na apreciação do trabalho da maioria PSD-CDS que lhe sucedeu na Câmara, em 2005 (c/áudio).
O pretexto foi debate organizado pela concelhia do PS, sobre o tema "Que Centro para Aveiro?".
A saída encontrada para a polémica Alboi mereceu a única nota positiva. "Parece que o desfecho é bom, estamos todos de parabéns", referiu.
De "coisas que já se fizeram e estão mal feitas" apontou "o abandono das piscinas do Beira-Mar, o corte de proas dos moliceiros e as esplanadas low-cost" no meio das vias públicas "de qualidade pindérica".
Alberto Souto, que deixou de exercer funções na Autoridade Nacional da Comunicação (ANACOM), aludiu "a casos de má gestão". "Choca-me ver a Casa Major Pessoa às moscas, o Teatro Aveirense á deriva e parques de estacionamento fechados".
Avançou com diversas ideias como desafio estratégico para o centro de Aveiro, recuperando algumas do seu último programa eleitoral que a ascensão de Élio Maia à presidência travou.
A presença no debate levou um participante a questionar se "não seria um um balaão de ensaio para ver Alberto Souto no lugar que merece", ou seja novamente na Câmara.
A provocação mereceu uma resposta evasiva. "Estas considerações não significam mais nada do que estas considerações", respondeu, citando uma frase que ouvira recentemente. "Quando nos demitimos de estar na política o risco é de sermos governados por medíocres" [ouvir declarações nas galerias relacionadas].
Avenida precisa mais do que desenhos urbanos
José Carlos Mota, investigador da Universidade de Aveiro, conhecido por ser dinamizador do movimento Amigos d´Avenida, dá o benefício da dúvida ao estudo colocado em marca pela Câmara para renovação da avenida Lourenço Peixinho, mas pede intervenções para além da componete urbana.
"Podem ser bons projectos urbanos, só que eles não vão fazer nada. Consubstancia uma imagem, que precisa de vida, de gente, de actividades", avisou.
"Como colocar a função residencial na avenida, como vamos animar as funções comerciais e capacidades cívicas ?", questionou.
Para José Carlos Mota, "se a transformação ficar pelo projecto de arquitectura, de arranjo do espaço público, não vai resultar", pois já foi tentado em outras ocasiões "e não resultou" [consultar linhas principais da apresentação aqui].
A concelhia do PS liderada por Eduardo Feio receia que a sem um centro urbano atractivo a própria cidade irá perder influência regional.
Filipe Neto Brandão, actualmente deputado na Assembleia da República, lembrou mesmo que Aveiro "está a perder o seguro de vida" que era ser capital de distrito, agora minorizados com o fim dos Governos Civis, para além de ter cada vez menos serviços públicos.