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Élio Maia empenhado em ter condições de governar a Câmara até fim do mandato
01 Ago 2011, 00:38

O presidente da Câmara de Aveiro quer manter “o rumo” traçado quando foi reeleito, em 2009, para o segundo mandato.

“Faremos tudo para chegar a 2013, como é nosso dever”, disse Élio Maia, esperando, para isso, ter condições políticas para governar a Câmara agora confrontada com uma nova correlação de forças.

O afastamento dos eleitos Miguel Fernandes e Ana Vitória Neves de cargos executivos, por terem votado contra o contrato de cedência do estádio municipal, deixou a coligação fragilizada no seio do executivo.

Mas o presidente esforça-se para não exibir publicamente marcas do rebuliço das últimas semanas, com críticas muito duras dos vereadores proscritos, em especial de Miguel Fernandes.

Exerce o cargo “com a tranquilidade e a serenidade” que quem exerce estas funções tem de ter, “colocando na análise a razão mas tambem o coração” e “tentando cumprir com o dever” assumido com os eleitores aveirenses.

De resto, apressa-se a lembrar que “o rumo está definido” desde 2009 com o programa então assumido.

“Temos o dever de fazer tudo para fazer esse caminho, cumprir com a nossa obrigação, e ver se conseguimos chegar aos 90% dos compromissos, como no primeiro mandato”, disse.
 
“Esse é o rumo, é o caminho que vai continuar, faremos tudo para que chegue a 2013 como é nosso dever”, vincou.

Da sua parte, promete “paciência, equilíbrio e razoabilidade” sem, contudo, por de lado “a mesma linha que sempre seguimos”.

Dos vereadores a quem retirou pelouros, não espera bloqueios. “As pessoas vão votar em função do conteúdo da proposta e dos interesses do concelho”, referiu.

“Acima de uma ou outra situação particular, pessoal ou pontual, as pessoas têm de ver que o que está em causa é o interesse público, dos aveirenses, e em cada momento jogar com essa perspectiva”, acrescentou.

Élio Maia assume que esperava a renúncia de Ana Vitória Neves e Miguel Fernandes depois de terem enfrentado a maioria. “Em termos de ética republicana e democrática, isso devia ter acontecido, agora temos de respeitar agrade ou não”.

A concentração de pelouros, que sobrecarga os quatro elementos da maioria, é desvalorizada.

Garante “vontade e alegria” dos seus pares (Carlos Santos, Pedro Ferreira e Maria da Luz Nolasco). “Dos seis a tempo inteiro, estas quatro são pessoas com larguíssima experiência, em termos de vida e autarquia”, relembrou.

 
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