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Estarreja | 14-MAR-2001
Baixo Vouga: Troço poente do IC1 é viável
A Lusoscut ponderou fazer seguir a auto-estrada Costa de Prata, o Itenerário Complementar 1 (IC1), a poente da linha férrea na zona de Estarreja. A concessionária, que tem a seu cargo a elaboração do projecto, acabaria, no entanto, por desviar a ligação entre Maceda e Angeja para junto da auto-estrada do Norte. Esta mudança gerou, ultimamente, enorme contestação nos concelhos de Estarreja e Murtosa.
As implicações ambientais foram o argumento usado para abandonar o corredor, já que estudos anteriores teriam 'esbarrado' com pareceres desfavoráveis, por força da zona de protecção da Ria de Aveiro. Agora sabe-se que não será bem assim.
"Foi uma rasteira". Vladimiro Silva reage indignado perante a informação contrária que lhe chegou ao conhecimento, segundo a qual a solução base do concurso, exceptuando um pequeno troço em Beduído, era em tudo coincidente com o traçado inicial. "Estou profundamente chocado", referiu o edil estarrejense, que, em comunicado emitido esta terça-feira, reputou de "extraordinariamente grave a desinformação praticada pela Secretaria de Estado das Obras Públicas. Situação "ofensiva para Estarreja e imprópria de um Governo Socialista".
O autarca, que até já se convencera que não seria possível regressar à primeira versão, lembra que a revisão do Plano Director Municipal - a qual contemplara o corredor inicial - está suspensa desde Julho para se adequar ao novo traçado. Face ao que lhe foi garantido, Vladimiro Silva não aceita a solução da Lusoscut, acreditando que o percurso pelo Baixo Vouga "com algumas medidas correctivas" é viável.
Despacho admitia primeiro traçado
Na última reunião da Assembleia Municipal, o presidente da mesa, Vaz da Silva, avançou com indicações que, no seu entender, provam ser "absolutamente possível" o IC1 avançar a poente da linha férrea. Foi nesse sentido que a anterior ministra do Ambiente, Elisa Ferreira, elaborou o parecer relativo ao Estudo de Impacte Ambiental (EIA).
A antiga titular da pasta considerou, na altura, ser necessário ponderar alternativas à solução poente, embora admitindo que pudesse ser mantida a versão inicial, se fossem adoptadas medidas "mitigadoras" dos impactes ambientais. O interesse social e económico das populações justificam, segundo Vaz da Silva, esta opção. "A poente terá um impacto urbano e até social muito grande, quando se perspectiva nos próximos vinte anos menos uma regressão populacional", explicou. O EIA do IC1 encontra-se em discussão pública até 4 de Maio.
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