Actual mandato não deverá ir além de cinco escolas novas com financiamento comunitário, o que também leva a avançar com ponte pedonal no canal central, apesar das críticas (c/áudio).
A carta educativa foi aprovada pela actual maioria em 2006, estimando, à data, investimentos de 25 milhões de euros para 13 novas escolas e a ampliação de seis, a executar até 2014.
Um plano que não foi alterado, pelo menos formalmente, à luz das actuais dificuldades de financiamento.
A Câmara chegou a ponderar como fonte de receita alternativa para a renovação do parque escolar o recurso a uma parceria público-privada, envolvendo contrapartidas com parques de estacionamento, o que não avançou.
Acabaria por dar prioridade ao aproveitamento de fundos comunitários, tendo concluído o primeiro centro escolar (S. Bernardo, 1,5 milhões de euros) no inicio do ano lectivo 2011-12.
Seguir-se-á a abertura do centro escolar de Verdemilho, Aradas (845 mil euros).
O presidente da Câmara destacou a aprovação de candidaturas “para mais três novos centros educativos” (Glória, Vera Cruz e Santiago) “ultrapassados problemas burocráticos e grandes dificuldades em obter financiamento”.
Espera, assim, concretizar um investimento de 5,5 milhões de euros na renovação do parque escolar, quatro milhões dos quais comparticipados, mostrando-se satisfeito.
“Naturalmente vamos lutar por mais, mas se concluir cinco num único mandato, garantida a parte mais difícil, que é a comparticipação, já nos parece bom conseguir o que quem agora muito fala nunca fez, nem nada próximo”, disse Élio Maia, respondendo, deste modo às críticas recentes do PS para quem a execução municipal da carta educativa está muito abaixo das expectativas.
Atravessamento pedonal no canal central avança contra vozes críticas
Depois de um recuo na construção do arruamento que iria atravessar o bairro do Alboi, após muita pressão pública, a Câmara de Aveiro não deverá atender reivindicação idêntica para suspender a nova ponte pedonal no canal central. "Não há motivo objectivo para alterar o processo", disse Élio Maia.
O grupo informal de cidadãos Amigos d´Avenida e o PS têm questionado a localização do atravessamento entre o Rossio e o Alboi, uma das componentes do Parque da Sustentabilidade, pondo em causa, também, o investimento em época de restrições orçamentais, crítica que é também feita a outra ponte pedonal projectada para a Avenida Artur Ravara.
O autarca garante que a empreitada é para avançar nas próximas semanas. E voltou a considerar ilegítimas as críticas ouvidas em relação às opções do executivo vindas da parte do movimento Amigos d´avenida, por formalmente não ter existência legal [ouvir áudio nas galerias relacionadas].
A ponte pedonal no canal central, da autoria do gabinente inglês de arquitetura Powell-Williams, já tem visto do Tribunal de Contas, está orçada em meio milhão de euros e é financiada em 85 %.
Discurso directo
"A opinião expressa pelo presidente da CMA enferma de um equívoco, que é a confusão entre legalidade e legitimidade. Qualquer cidadão ou associação têm toda a legitimidade, mais, obrigação cívica, de denunciar ou alertar o que acham errado na gestão da coisa pública".
José Carlos Motas, Amigos d´Avenida (comentário aqui).
O actual mandato autárquico em Aveiro não deverá ir além de cinco novos centros educativos para os quais estão garantidos financiamentos comunitários.
Isso mesmo admitiu o presidente da Câmara, Élio Maia, ao fazer o balanço de dois anos desde a reeleição.
A carta educativa foi aprovada pela actual maioria em 2006, estimando, à data, investimentos de 25 milhões de euros para 13 novas escolas e a ampliação de seis, a executar até 2014.
A Câmara chegou a ponderar como fonte de receita alternativa para a renovação do parque escolar o recurso a uma parceria público-privada, envolvendo contrapartidas com parques de estacionamento.
Acabaria por dar prioridade ao aproveitamento de fundos comunitários, tendo concluído o primeiro centro escolar (S. Bernardo, 1,5 milhões de euros) no inicio do ano lectivo 2011-12.
Seguir-se-á a abertura do centro escolar de Verdemilho, Aradas (845 mil euros).
O presidente da Câmara destacou a aprovação de candidaturas “para mais três novos centros educativos” (Glória, Vera Cruz e Santiago) “ultrapassados problemas burocráticos e grandes dificuldades em obter financiamento”.
Espera, assim, investimento 5,5 milhões de euros na renovação do parque escolar, quatro milhões dos quais comparticipados.
“Naturalmente vamos lutar por mais, mas se concluir cinco num único mandato, garantida a parte mais difícil, que é a comparticipação, já nos parece bom conseguir o que quem agora muito fala nunca fez, nem nada próximo”, disse Élio Maia, respondendo, deste modo às críticas recentes do PS para quem a execução municipal da carta educativa está muito abaixo das expectativas.