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Pavilhão do Beira-Mar entregue a ex-dirigentes para pagar dívidas
14 Out 2011, 11:06

Não apareceu nenhum comprador interessado na venda judicial do pavilhão do Beira-Mar, no Alboi, esta manhã, no tribunal de Ovar.

O actual accionista maoritário da SAD do futebol profissional do clube, Majid Pishyar, chegou em Junho a sinalizar a compra do imóvel com 20 % (120 mil euros),  mas falhou os restantes pagamentos, o que levou o processo ao princípio.

Clube e SAD não compareceram na abertura de propostas.

Assim sendo, o recinto desportivo e a antiga sede, um escritório na Avenida Lourenço Peixinho, vão passar para as mãos dos ex-dirigentes que penhoraram o clube por dívidas de 800 mil euros.

O empresário iraniano ainda tentou, nos últimos dias, através do seu advogado em Portugal, renegociar o calendário de pagamento em termos que não mereceram acordo.

Aquando da entrada na SAD, Majid Pishyar tinha assumido o compromisso de pagar aos credores principais.

Artur Filipe vive "dia muito triste"

As secções desportivas que utilizam o pavilhão dependem agora da boa vontade dos ex-dirigentes Artur Filipe e José Cachide, embora tudo aponte para o fim das actividades, tendo em vista a demolição para outros fins, nomeadamente imobiliários.

O ex-presidente Artur Filipe limitou-se a dizer que "viveu um dia muito triste como beiramarense", lamentando o desfecho do processo "para o qual fomos arrastados". 

Além da transferência de propriedade, a sentença do juízo de execução de Ovar dá cobertura a uma possível ordem de despejo dos inquilinos, caso se oponham à saída depois de mudadas as fechaduras.

"Vão acabar as actividades desportivas", garantiu, por sua vez, o advogados dos ex-dirigentes, Armindo Sequeira,  responsabilizando o Beira-Mar "por  ausência de diálogo e de propostas" que permitissem um entendimento entre as partes, nomeadamente com garantias de pagamento através de receitas das transmissões televisivas de jogos.

Os ex-dirigentes reclamam ainda mais 1, 3 milhões de euros de empréstimos e outros encargos assumidos com o clube, o que motivou penhoras várias, entre as quais receitas de transmissões desportivas, de um terreno das piscinas propriedade actualmente da Nível II.

O presidente do Beira-Mar, António Regala, já lembrou que o investidor da SAD garantiu instalações alternativas que, por agora, se desconhecem.

Depois das piscinas, vendidas a uma imobiliária, o clube fica agora sem qualquer património.

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