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Passeios de moliceiros com regras mais apertadas
02 Out 2011, 23:23

Câmara chamada a tornar mais exigente os licenciamentos de circuitos citadinos e acautelar impacto nos muros dos canais.

O porta-voz do PSD na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro advogou compensações para o município pelos passeios de barcos moliceiros nos canais citadinos, actividade que conheceu um grande incremento nos anos mais recentes.

“Já é tempo da Câmara ter uma intervenção como reguladora e tirar dividendos, nomeadamente para a preservação dos canais” com a ajuda dos vários operadores que beneficiam das boas condições de navegação, defendeu Manuel António Coimbra.

O deputado social democrata sugeriu, também, a aplicação de normas, como tornar obrigatória a aplicação das proas, nalguns casos simplesmente cortadas para os barcos passarem nas pontes.

Manuel António Coimbra recomendou, ainda, que sejam tomadas medidas para “pôr fim a confusões e rivalidades que não beneficiam a cidade”, bem como “ao aspecto terceiro-mundista como se angariam clientes”, entre outros aspectos.

O assunto não passou ao lado de mais deputados. Pedro Pires da Rosa (PS) também manifestou receio que o vai-e-vem das duas dezenas de embarcações, entre modelos tradicionais e réplicas adaptadas, possa ter consequências negativas para a estabilidade dos muros.

O socialista sugeriu criar um fundo, com uma parte das verbas do licenciamento, destinado a reparações. “É uma atracção turística que devemos preservar”, disse.

Ainda da bancada do PS, Ana Seiça Neves, lamentou que as tripulações nem sempre esteja à altura de servir de guias. “Aquilo que temos deve ser bem explicado”, pediu.

O vereador Pedro Ferreira assumiu ter “a percepção que existem muitos barcos”, embora  seja “complicado definir limites, a não ser por carga excessiva do canal”.

A Câmara pretende analisar a possibilidade do processo de concessão, através das licenças, “definir regras”, nomeadamente quanto ao trabalho de guias nas viagens.

“A circulação e atracamento é o mais importante, e, em breve, teremos obras, junto à capitania. Temos de encontrar soluções”, referiu Pedro Ferreira sem adiantar quais.

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