O PSD não pensa, pelo menos por agora, em alternativas para a presidência da Câmara nas eleições de 2013 mas também não declara, desde já, apoio inequívoco a Élio Maia.
Vitor Martins, que deverá ser sufragado para novo mandato à frente da concelhia laranja, nas eleições de 30 de Setembro, diz que "ainda é muito cedo".
Apesar disso, não deixa de ser sintomático que uma das primeiras tarefas anunciadas para o próximo executivo partidário seja formar a equipa que vai tratar das autárquicas.
Os sociais democratas ficam a aguardar, também, que o líder da edilidade decida se estará disponível para cumprir o terceiro mandato.
"Não sabemos se será ou não candidato. Temos um independente que apoiamos. Até tomarmos decisões, e o próprio entender se deve ou não avançar, é o nosso candidato", referiu Vitor Martins.
O PSD "não faz cenários", embora a nova concelhia revele pressa em assumir o dossiê das autárquicas, o que poderá ser justificado com a turbulência política no seio da Câmara gerada em Julho quando Élio Maia afastou dois vereadores da maioria, retirando-lhes todos os pelouros.
Os sociais democratas não querem arriscar a perda de um município conquistado numa coligação com o CDS liderada por um independente e podem estar já a pensar num ´plano b´.
Um novo acordo com os parceiros de direita também não foi dado como certo.
Entretanto, o PSD está pronto a indicar um substituto para o lugar da independente Ana Vitória Neves (eleita pelo PSD), mas a vereadora não deu sinais de vir a deixar o elenco, pelo contrário.
"Esse problema cabe ao presidente da Câmara encontrar as soluções, temos ainda dois anos de mandato. Essa pessoa foi indicada pelo PSD, mas não é militante", referiu Vitor Martins.