Sobremesa preparada por alunas da UA ganha prémio nacional

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Equipa OrangeBee.
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O ‘OrangeBee’, um preparado fermentado de aquafaba com uma camada de geleia de laranja, polvilhado com pólen apícola, desenvolvido por duas alunas da Universidade de Aveiro, foi o vencedor da 4.ª edição do ECOTROPHELIA Portugal, galardão entregue recentemente numa cerimónia que decorreu na Casa do Vinho Verde, no Porto.

O concurso promove a eco-inovação, o empreendedorismo e a competitividade no setor agroalimentar, “desafiando estudantes do ensino superior a desenvolverem produtos alimentares inovadores e sustentáveis”.

A equipa ‘OrangeBee’ tem direito a um prémio monetário no valor de 2.000 euros e cerca de 7.000 euros em serviços de consultoria nas áreas da Comunicação e Design, da Market Access em Internacionalização, e da Patentree que tratará da Propriedade Intelectual relativa ao produto.

A edição de 2020 do prémio ECOTROPHELIA Portugal envolveu 63 estudantes de 14 instituições do ensino superior nacionais. Estiveram a concurso 16 equipas, das quais chegaram à final 10 produtos inovadores.

O produto ‘OrangeBee’ foi o escolhido por um júri, composto por diversas personalidades do setor agroalimentar, que tiveram por base critérios como a inovação de produto, sustentabilidade, embalagem, propriedades organoléticas e credibilidade de mercado.

Em segundo lugar, ficou o ‘Rice ‘n’ Nice’, pastel de bacalhau ultracongelado, sem batata, com couve-flor e subprodutos da indústria arrozeira, desenvolvido por alunos da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. O bronze foi arrecadado pelos estudantes do Instituto Superior de Agronomia da Universidade de Lisboa e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O grupo de alunos desenvolveu o ‘FermentiVe’, conserva de tomate verde rejeitado pela indústria e outros vegetais fermentados, que venceu também a distinção “Born from Knowledge”, atribuída pela Agência Nacional de Inovação (ANI).

Discurso direto

“O ‘OrangeBee’ destacou-se por ser um excelente exemplo de ecoinovação, ao reutilizar resíduos habitualmente desprezados na elaboração de um produto (“sobremesa”) apelativo e saboroso, muito bem conceptualizado na sua génese e em termos de marketing, aproveitando a complementaridade da formação das suas autoras, a frequentarem mestrados em biotecnologia alimentar e design” – Vergílio Folhadela, presidente do júri.

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