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	<title>Arquivo de Inteligência artificial - NotíciasdeAveiro.pt</title>
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	<description>Notícias da Região de Aveiro atualizadas em permanência</description>
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	<title>Arquivo de Inteligência artificial - NotíciasdeAveiro.pt</title>
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	<item>
		<title>Fisioterapia com inteligência artificial: o que está verdadeiramente a ser disponibilizado aos cidadãos?</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/fisioterapia-com-inteligencia-artificial-o-que-esta-verdadeiramente-a-ser-disponibilizado-aos-cidadaos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 23:08:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Enquanto Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Fisioterapeutas, acompanhei com particular atenção o anúncio da disponibilização de soluções de “fisioterapia remota com inteligência artificial” no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Reconhecendo o potencial transformador das tecnologias digitais na prestação de cuidados de saúde, considero, contudo, que a forma como esta iniciativa tem sido apresentada [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Enquanto Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Fisioterapeutas, acompanhei com particular atenção o anúncio da disponibilização de soluções de “fisioterapia remota com inteligência artificial” no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Reconhecendo o potencial transformador das tecnologias digitais na prestação de cuidados de saúde, considero, contudo, que a forma como esta iniciativa tem sido apresentada suscita um conjunto de questões que merecem reflexão pública.</strong></p>
<p><strong>Por Rui Torres *</strong></p>
<p>Importa esclarecer, desde logo, que estas preocupações não decorrem de qualquer oposição à inovação. A evolução tecnológica tem contribuído significativamente para melhorar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde, aumentar a acessibilidade aos cuidados e disponibilizar ferramentas cada vez mais eficazes de monitorização e acompanhamento dos utentes. Seria um erro ignorar o potencial da inteligência artificial neste domínio.</p>
<p>Contudo, seria igualmente um erro deixar que o entusiasmo tecnológico nos impedisse de discutir questões fundamentais relacionadas com a natureza dos cuidados prestados, a responsabilidade profissional e os direitos dos cidadãos.</p>
<p>Recentemente foi tornado público um acordo que prevê a disponibilização, no SNS, de uma solução apresentada como «fisioterapia remota com inteligência artificial». Segundo a informação divulgada, os médicos poderão prescrever este modelo de intervenção, sendo posteriormente disponibilizado ao utente um dispositivo médico que permite realizar exercícios monitorizados e corrigidos em tempo real através de algoritmos. A iniciativa é apresentada como uma resposta capaz de reduzir tempos de espera, aumentar a cobertura assistencial e diminuir custos para o Estado.</p>
<p>São objetivos legítimos e desejáveis. Mas a concretização desses objetivos não dispensa a necessidade de clarificar aquilo que está efetivamente a ser disponibilizado aos cidadãos.</p>
<p>É um enorme erro conceptual reduzir a fisioterapia a conjunto de exercícios</p>
<p>Uma das ideias que parece emergir do modo como este modelo tem sido apresentado consiste em associar a fisioterapia à realização de exercícios terapêuticos supervisionados por tecnologia. Essa associação merece ser analisada com cautela, pois fisioterapia não é sinónimo de exercício terapêutico.</p>
<p>Os exercícios terapêuticos constituem, naturalmente, uma ferramenta central da intervenção dos fisioterapeutas. Contudo, confundir fisioterapia com exercício terapêutico seria tão redutor como confundir medicina com medicamentos. Os medicamentos são instrumentos fundamentais da prática médica, mas a medicina não se resume à sua prescrição. Da mesma forma, os exercícios terapêuticos representam apenas uma das estratégias de intervenção utilizadas pelos fisioterapeutas no âmbito de um processo clínico muito mais amplo.</p>
<p>O que caracteriza a fisioterapia não é apenas o recurso a determinadas técnicas ou instrumentos, mas o conhecimento científico que sustenta a sua prática, a capacidade de avaliação clínica, o raciocínio profissional, a tomada de decisão e a responsabilidade pelas intervenções realizadas.</p>
<p>Importa ainda recordar que a atividade profissional dos fisioterapeutas se encontra definida no Regulamento do Ato do Fisioterapeuta, aprovado pelo Regulamento n.º 490/2023, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 85, de 3 de maio de 2023. O regulamento estabelece que a fisioterapia apenas pode ser realizado por fisioterapeutas e que estes são responsáveis por todo o processo de fisioterapia, desde a avaliação inicial até à sua conclusão.</p>
<p>Mais importante ainda, o regulamento define o processo de fisioterapia como integrando o exame e avaliação, o diagnóstico em fisioterapia, o prognóstico, a definição do plano de intervenção, a intervenção propriamente dita, a reavaliação dos resultados e a conclusão do processo.</p>
<p>A intervenção em fisioterapia pode incluir exercício terapêutico, mas também educação, aconselhamento, terapia manual, terapia física e outras intervenções suportadas na ciência da fisioterapia. Reduzir a fisioterapia à realização de exercícios monitorizados por tecnologia não corresponde, por isso, à forma como a profissão se encontra atualmente definida e regulamentada em Portugal.</p>
<p>O mesmo raciocínio seria aceite noutras profissões de saúde?</p>
<p>A discussão torna-se particularmente interessante quando procuramos aplicar a mesma lógica a outras áreas da saúde.</p>
<p>Imaginemos um cidadão que recorre a uma plataforma digital, introduz os seus sintomas e recebe, através de inteligência artificial, uma proposta de diagnóstico e recomendações terapêuticas. Ainda que essas recomendações fossem tecnicamente adequadas, dificilmente alguém concluiria que aquele cidadão acabou de receber “medicina” ou que o algoritmo substituiu o médico.</p>
<p>A razão é simples. O ato médico não se confunde com a informação produzida por uma ferramenta tecnológica. O que o caracteriza é a intervenção de um profissional habilitado, capaz de interpretar os dados disponíveis, integrar diferentes dimensões clínicas, ponderar riscos e benefícios e assumir a responsabilidade pelas decisões tomadas.</p>
<p>Se este princípio continua válido para a medicina, importa questionar por que motivo deveria deixar de o ser quando falamos de fisioterapia.</p>
<p>A tecnologia pode apoiar a atividade profissional. Pode melhorar a qualidade da informação disponível. Pode aumentar a eficiência dos processos assistenciais. Mas não é evidente que possa substituir, por si só, aquilo que constitui a essência de uma profissão de saúde.</p>
<p><strong>* Presidente do Conselho Jurisdicional da Ordem dos Fisioterapeutas.</strong></p>
<p><a href="https://healthnews.pt/2026/06/28/fisioterapia-com-inteligencia-artificial-o-que-esta-verdadeiramente-a-ser-disponibilizado-aos-cidadaos/" target="_blank" rel="noopener">Continuar para ler artigo completo no site Healthnews.pt.</a></p>
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		<title>Hospital da Feira passa a ter equipamento próprio para 7.000 ressonâncias anuais com IA</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/hospital-da-feira-passa-a-ter-equipamento-proprio-para-7-000-ressonancias-anuais-com-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:19:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Santa Maria da Feira]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, passa em setembro a ter equipamento próprio e com inteligência artificial (IA) para realizar 7.000 ressonâncias magnéticas anuais. A informação foi hoje avançada à Lusa pela administração da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga Continuar para ler artigo via Saude TV. &#160;</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira, passa em setembro a ter equipamento próprio e com inteligência artificial (IA) para realizar 7.000 ressonâncias magnéticas anuais.</strong></p>
<p>A informação foi hoje avançada à Lusa pela administração da Unidade Local de Saúde do Entre Douro e Vouga</p>
<p><a href="https://sapo.pt/artigo/hospital-da-feira-passa-a-ter-equipamento-proprio-para-7-000-ressonancias-por-ano-com-ia-6a450c69e8c4505cbe6cde7c" target="_blank" rel="noopener">Continuar para ler artigo via Saude TV.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Para uma “Magnífica Humanidade”</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/para-uma-magnifica-humanidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2026 23:09:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não vou abordar o conteúdo específico da Encíclica “Magnifica Humanitas”, do atual Papa, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na Era da Inteligência Artificial”, porque já muito foi escrito por peritos do digital e, também, porque não tenho competências bastantes para abordar o assunto em apreço. Também não conseguirei, por falta de espaço, abordar o [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Não vou abordar o conteúdo específico da Encíclica “Magnifica Humanitas”, do atual Papa, “sobre a salvaguarda da pessoa humana na Era da Inteligência Artificial”, porque já muito foi escrito por peritos do digital e, também, porque não tenho competências bastantes para abordar o assunto em apreço. Também não conseguirei, por falta de espaço, abordar o que me parece interessar a quem esteja relacionado com a economia social, em particular, aos que têm a responsabilidade de dirigir IPSS.</strong></p>
<p><strong>Por Eugénio Fonseca *</strong></p>
<p>Trata-se de um documento do magistério da Igreja católica, por isso alicerçado em fundamentos bíblicos e da tradição da mesma Igreja, mas ele foi escrito a pensar em «todos os homens e mulheres de boa vontade” (16 e 47). Porém, proponho-me evidenciar, apenas, alguns dos contributos que visem, como pede Leão XIV, fomentar o diálogo com todos os que estão interessados em defender e promover a dignidade humana. Ora, este é um dos valores que norteiam as ações relacionadas com a solidariedade e a justiça social, promovidas pelas IPSS em cooperação com o Estado e outras instâncias da sociedade. Mais que deixar a minha opinião, vou citar algumas das interpelantes e fundamentadas opiniões do Papa, cuja principal preocupação não é «renunciar à tecnologia, mas impedir que ela domine o ser humano» (111), chamando a nossa atenção para «alguns desafios que dizem respeito à nossa forma de viver este tempo» (90).</p>
<p>Por esta razão, antes de entrar nos domínios da inteligência artificial e reconhecendo, como já o tinha feito o Papa Francisco, que estamos «a viver uma rápida fase de transição, uma “mudança de época” (6), e a entrada na era digital, Leão XIV elenca os princípios do Pensamento Social católico. Todos são compatíveis com a identidade, missão e valores das IPSS, com particular realce para os relativos à dignidade indelével dos seres humanos e a construção do bem comum. Quanto ao primeiro, o Papa recomenda que na «era da inteligência artificial, em que a dignidade humana corre o risco de ser ofuscada por novas formas de desumanização, temos o dever urgente de permanecer profundamente humanos» (15); no que respeita ao bem comum diz que é a sua busca «que dá vida a um povo, compreendido não como mera soma de indivíduos, mas como realidade viva na qual as pessoas aprendem a reconhecer-se interligadas e corresponsáveis pela res publica.» (62). Para defender o respeito por cada pessoa nesta “era da inteligência artificial”, Leão XIV convida não só a “refletir sobre o bem comum”, mas, também, sobre o destino universal dos bens, a subsidiariedade, a solidariedade e a justiça social.» (46). Estes princípios não podem ser ignorados, realço, por quem se compromete na direção e gestão de instituições de solidariedade.</p>
<p>Uma das preocupações referidas pelo Papa diz respeito aos infoexcluídos. No combate a este problema, as IPSS podem ter um preponderante papel. Apesar do Papa se dirigir, especificamente, às “organizações sindicais”, julgo que faz sentido incluir neste desafio todos os setores da economia social que «são chamadas a abrir-se às novas formas de trabalho e aos novos trabalhadores, para os representar e defender num cenário em que, sem escolhas corajosas, se preveem mais pobreza e desigualdades, com uma multidão de excluídos rodeados por máquinas e sistemas automatizados que usurparam o seu lugar.» (155). Seria benéfico que as IPSS promovessem ações de “alfabetização digital”, para «permitir a todos, em particular aos mais fracos, uma vida verdadeiramente humana, sem que ninguém fique para trás.» (77).</p>
<p>Recomendo a leitura desta encíclica. Garanto que ela ajuda a rasgar novos horizontes.</p>
<p>* <a href="https://solidariedade.pt/site/detalhe/15315" target="_blank" rel="noopener">Artigo publicado originalmente no site Solidariedade.pt.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Inova-Ria presente em iniciativa dedicada ao Tema Agentic IA</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/inova-ria-presente-em-iniciativa-dedicada-ao-tema-agentic-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 23:05:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aveiro]]></category>
		<category><![CDATA[AveiroWorkPoint]]></category>
		<category><![CDATA[Associativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Inova-Ria marcou presença no IDEA – Innovation, Design, Engineering, Aveiro, uma iniciativa promovida pela sua associada LOAD, que reuniu especialistas, empresas, investigadores e profissionais para debater o presente e o futuro da Inteligência Artificial Agentic e o seu impacto na transformação das organizações. O evento contou também com a participação da Scotty Technologies, igualmente [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A Inova-Ria marcou presença no IDEA – Innovation, Design, Engineering, Aveiro, uma iniciativa promovida pela sua associada LOAD, que reuniu especialistas, empresas, investigadores e profissionais para debater o presente e o futuro da Inteligência Artificial Agentic e o seu impacto na transformação das organizações.</strong></p>
<p>O evento contou também com a participação da Scotty Technologies, igualmente associada da Inova-Ria, que partilhou a sua experiência na integração de Inteligência Artificial nos processos internos da organização, demonstrando como estas tecnologias estão já a contribuir para aumentar a produtividade, acelerar a execução de tarefas e apoiar a tomada de decisão.</p>
<p><a href="https://inova-ria.pt/inova-ria-presente-no-idea-iniciativa-promovida-pela-load-dedicada-ao-tema-agentic-ia-2/" target="_blank" rel="noopener">Continuar para ler artigo.</a></p>
<p>&nbsp;</p>
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			</item>
		<item>
		<title>IA muda o mercado de trabalho. Estarão os estudantes de Aveiro preparados?</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/ia-muda-o-mercado-de-trabalho-estarao-os-estudantes-de-aveiro-preparados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 11:42:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aveiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pergunta que começa a pesar na escolha de um curso A Inteligência Artificial já entrou em várias profissões, ainda que muitas vezes de forma discreta. Está nos sistemas que organizam informação, nas ferramentas que apoiam decisões, nos programas que automatizam tarefas e até nos métodos usados para estudar ou preparar trabalhos académicos. Para estudantes [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h2><b>A pergunta que começa a pesar na escolha de um curso</b></h2>
<p>A Inteligência Artificial já entrou em várias profissões, ainda que muitas vezes de forma discreta. Está nos sistemas que organizam informação, nas ferramentas que apoiam decisões, nos programas que automatizam tarefas e até nos métodos usados para estudar ou preparar trabalhos académicos.</p>
<p>Para estudantes e famílias, isto levanta uma questão muito concreta: a formação escolhida hoje será suficiente para responder às exigências do mercado de trabalho dos próximos anos?</p>
<p>Em Aveiro, a pergunta tem particular interesse. A cidade vive há décadas em contacto próximo com a universidade, a investigação e empresas ligadas à indústria, à tecnologia e aos serviços. Essa relação torna a região um bom ponto de observação para perceber como a formação superior se está a ajustar a novas exigências profissionais.</p>
<h2><b>Uma universidade com impacto na cidade</b></h2>
<p>A Universidade de Aveiro reúne cerca de 17 mil estudantes e tem hoje uma presença visível na cidade, também através da sua comunidade internacional. Os dados divulgados pela própria<a href="https://www.ua.pt/pt/factos-numeros" target="_blank" rel="noopener"> Universidade de Aveiro</a> ajudam a perceber a dimensão da instituição e o seu papel na formação, na investigação e na relação com empresas da região.</p>
<p>Este peso sente-se no quotidiano da cidade. Afeta o comércio, o mercado de habitação, os serviços, a vida cultural e a capacidade de Aveiro atrair talento jovem. A universidade não funciona isolada do território; participa na forma como a região se posiciona em áreas ligadas ao conhecimento, à inovação e ao emprego qualificado.</p>
<h2><b>O diploma já não responde a tudo</b></h2>
<p>Durante muito tempo, escolher um curso era sobretudo uma decisão vocacional. Hoje, continua a sê-lo, mas a pergunta tornou-se mais ampla. Interessa saber que saídas profissionais existem, que competências podem ser desenvolvidas e de que forma o percurso académico prepara os jovens para trabalhar com novas tecnologias.</p>
<p>Ferramentas digitais, análise de dados e soluções de automação já aparecem em setores muito diferentes: engenharia, gestão, comunicação, saúde, turismo, educação ou serviços administrativos. Mesmo quem não pretende seguir uma carreira tecnológica dificilmente ficará totalmente afastado destas ferramentas.</p>
<p>Por isso, a escolha de um curso passou a envolver uma segunda pergunta: além do diploma, que competências serão realmente úteis quando chegar o momento de entrar no mercado de trabalho?</p>
<h2><b>IA na universidade: apoio, não atalho</b></h2>
<p>No contexto académico, a IA já é usada para pesquisar, organizar informação, preparar apresentações ou rever conteúdos. Para muitos jovens, uma <a href="https://www.studytexter.com/pt" target="_blank" rel="noopener">plataforma de IA para estudantes</a> pode servir como apoio na fase inicial de um trabalho académico, ajudando a ordenar ideias e a rever a coerência do texto. O ponto essencial está no uso que se faz destas ferramentas: apoio ao estudo, sim; substituição da autoria, não.</p>
<p>Mas a utilidade não elimina a responsabilidade. No ensino superior, a IA não substitui o pensamento crítico, a verificação de fontes nem o rigor científico. Pelo contrário: obriga a que essas competências sejam levadas ainda mais a sério.</p>
<p>O mesmo se aplica a projetos de investigação, dissertações e trabalhos de conclusão de curso. A tecnologia pode facilitar algumas etapas do processo, mas continua a ser responsabilidade do estudante interpretar dados, validar informações e construir uma análise própria.</p>
<h2><b>Formação curta ganha espaço</b></h2>
<p>Uma resposta a esta mudança passa pela formação complementar. A Universidade de Aveiro disponibiliza microcredenciais, formações curtas orientadas para necessidades específicas de qualificação e atualização profissional.</p>
<p>A lógica é simples: a formação superior já não se esgota no diploma inicial. Estudantes e profissionais precisam de atualizar conhecimentos ao longo da vida, sobretudo em áreas ligadas à tecnologia, aos dados e à inovação.</p>
<p>Mais do que dominar uma ferramenta específica, interessa desenvolver capacidade de aprendizagem contínua. Num mercado instável, essa pode ser uma das competências mais úteis.</p>
<h2><b>Empresas procuram perfis mais flexíveis</b></h2>
<p>A região de Aveiro tem uma base económica diversificada, com presença de indústria, tecnologia, engenharia, serviços, comunicação e investigação aplicada. Esta variedade cria oportunidades para jovens qualificados, sobretudo quando existe contacto entre universidade e empresas.</p>
<p>Estágios, projetos de investigação, colaboração com centros tecnológicos e experiências em contexto empresarial ajudam muitos estudantes a aproximar-se do mercado de trabalho antes de terminarem o curso.</p>
<p>Nesta ligação entre formação e economia regional, Aveiro pode ganhar relevância. As empresas precisam de pessoas capazes de aprender depressa, interpretar informação, resolver problemas e trabalhar com ferramentas digitais sem perder sentido crítico.</p>
<h2><b>Habitação e qualidade de vida continuam a contar</b></h2>
<p>A discussão sobre o futuro do ensino superior não se faz apenas com tecnologia. Habitação, mobilidade, custos de vida e qualidade dos serviços continuam a pesar na escolha de uma cidade universitária.</p>
<p>Em Aveiro, o alojamento estudantil tem sido um tema recorrente. Entre reabilitações e novas construções, estão previstos investimentos em residências universitárias, incluindo intervenções com centenas de camas adicionais.</p>
<p>Estas medidas têm importância prática. A experiência académica depende das aulas, mas também da possibilidade de viver na cidade, deslocar-se com facilidade, estudar em boas condições e participar na vida local.</p>
<h2><b>O que muda no emprego qualificado</b></h2>
<p>A IA pode automatizar tarefas, mas também abre espaço para novas funções. Análise de dados, gestão de informação, automação, cibersegurança e comunicação digital são áreas onde a procura por novas competências se tornou mais evidente.</p>
<p>Para os estudantes, isto coloca a empregabilidade num terreno mais exigente: já não basta dominar uma área técnica, é preciso saber interpretar informação, adaptar-se e aprender ao longo do percurso profissional. A<a href="https://digital-skills-jobs.europa.eu/" target="_blank" rel="noopener"> Digital Skills and Jobs Platform da Comissão Europeia</a> tem sublinhado precisamente essa necessidade de reforçar competências digitais na população ativa.</p>
<p>As chamadas competências humanas não perdem valor neste cenário. Criatividade, comunicação, colaboração e capacidade de resolver problemas complexos continuam a ser decisivas, sobretudo quando combinadas com literacia digital.</p>
<h2><b>Aveiro tem condições, mas o desafio é permanente</b></h2>
<p>Aveiro reúne vários elementos favoráveis: uma universidade com projeção nacional e internacional, uma economia regional diversificada, investimento em alojamento estudantil e atenção crescente às competências digitais.</p>
<p>Isso não significa que a resposta esteja garantida. A velocidade da mudança tecnológica obriga universidades, empresas e estudantes a ajustarem expectativas e métodos de trabalho.</p>
<p>Para muitos jovens, estudar em Aveiro pode ser uma forma de começar esse percurso com uma base académica sólida, contacto com novas tecnologias e maior proximidade ao mercado de trabalho. A preparação para esse futuro começa muito antes do primeiro emprego.</p>
<p><em><strong>O Notícias de Aveiro tem canais próprios para informação não jornalística como é o caso deste artigo »»</strong> <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt/estatuto-editorial/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">ler estatuto editorial</a></em>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt/ia-muda-o-mercado-de-trabalho-estarao-os-estudantes-de-aveiro-preparados/">IA muda o mercado de trabalho. Estarão os estudantes de Aveiro preparados?</a> aparece primeiro em <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt">NotíciasdeAveiro.pt</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Podcast FFMS: Trabalho e ensino na era da IA</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/podcast-ffms-trabalho-e-ensino-na-era-da-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 23:06:41 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras. Continuar para podcast.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt/podcast-ffms-trabalho-e-ensino-na-era-da-ia/">Podcast FFMS: Trabalho e ensino na era da IA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt">NotíciasdeAveiro.pt</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino?</strong></p>
<p>Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras.</p>
<p><a href="https://ffms.pt/pt-pt/ffms-play/inpertinente-podcast/trabalho-e-ensino-na-era-da-ia" target="_blank">Continuar para podcast.</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>A inteligência artificial substitui ou transforma o papel do professor?</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/a-inteligencia-artificial-substitui-ou-transforma-o-papel-do-professor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 May 2026 23:07:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aveiro]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Ensino]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Professores]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Aveiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A inteligência artificial (IA) generativa entrou, de forma abrupta, no quotidiano educativo, despertando simultaneamente entusiasmo e desconfiança. Assim, impõe-se uma pergunta simples, mas decisiva: que lugar deve ocupar a IA na escola? A resposta aponta para uma mudança estrutural que exige reflexão crítica e ação informada. Por Margarida M. Marques, Juliana Monteiro * As perspetivas [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>A inteligência artificial (IA) generativa entrou, de forma abrupta, no quotidiano educativo, despertando simultaneamente entusiasmo e desconfiança. Assim, impõe-se uma pergunta simples, mas decisiva: que lugar deve ocupar a IA na escola? A resposta aponta para uma mudança estrutural que exige reflexão crítica e ação informada.</strong></p>
<p><strong>Por Margarida M. Marques, Juliana Monteiro *</strong></p>
<p>As perspetivas de investigadores, professores e futuros docentes sugerem que a IA pode apoiar diversas tarefas, como o planeamento de aulas, a criação de recursos educativos e a disponibilização de feedback personalizado aos alunos. A possibilidade de gerar, por exemplo, textos, simulações e cenários problemáticos abre novas formas de explorar conteúdos complexos de forma mais visual e interativa. Contudo, o seu valor educativo não reside na tecnologia em si, mas na intencionalidade pedagógica que orienta o seu uso.</p>
<p>É aqui que surge um dos principais desafios docentes: articular conhecimento científico (ex., biologia), pedagógico (ex., como se aprende) e tecnológico (ex., que ferramenta é mais adequada). Com a utilização da IA em contexto educativo, o professor é chamado a reforçar o seu papel de mediador, orientador e curador crítico da informação, já que a IA não substitui a capacidade humana de interpretar, contextualizar e dar sentido à aprendizagem.</p>
<p>No domínio da avaliação automática, as reservas são evidentes. A IA pode apoiar o feedback formativo, mas não substitui o olhar profissional que compreende o “porquê” do erro, a singularidade dos percursos e a complexidade da aprendizagem. Avaliar é mais do que classificar e, por isso, exige julgamento humano.</p>
<p>Adicionalmente, a integração da IA na educação levanta questões éticas incontornáveis, como a privacidade dos dados, o uso responsável da informação, a honestidade intelectual e o próprio risco de desumanização da educação. Assim, quando se opta por usar IA no processo educativo, torna-se essencial reconhecer o seu uso e discutir as suas implicações com os alunos.</p>
<p>A seleção adequada de ferramentas, a compreensão das suas limitações e o uso ético exigem competências ainda em desenvolvimento. A ausência de orientações claras e a rápida evolução tecnológica criam um desfasamento entre o potencial e a utilização pedagógica eficaz das ferramentas. Por isso, reforça-se a necessidade de formação docente articuladora de conhecimento científico, pedagógico e tecnológico.</p>
<p>Neste cenário, a resposta não passa nem pela rejeição automática, nem pela adesão acrítica, mas por uma escolha consciente, pedagógica e ética. Considera-se que a IA não substitui o professor, mas transforma o seu papel, já que educar implica saber quando usar tecnologia, como a usar e, sobretudo, porquê. É neste equilíbrio entre inovação e humanização que se joga o futuro da educação.</p>
<p><strong>* Centro de Investigação em Didática e Tecnologia na Formação de Formadores (CIDTFF) da Universidade de Aveiro. Este texto foi desenvolvido com apoio de IA generativa no âmbito do projeto GAI-SciTeach, da Universidade de Aveiro, financiado por Fundos Nacionais através da FCT &#8211; Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P. (ref. 2023.13203.PEX). <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/13/97598" target="_blank" rel="noopener">Publicado em UA.pt</a>.</strong></p>
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		<title>Podcast FFMS: O que sabemos e não sabemos sobre IA?</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/podcast-ffms-o-que-sabemos-e-nao-sabemos-sobre-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2026 23:05:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados? Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados?</strong></p>
<p>Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um processo longo que, nos anos 90, deu o grande salto quando se começou a ensinar a máquina a aprender, em vez de lhe dar apenas informação. A dupla analisa também a revolução da IA Generativa, com modelos capazes de realizar múltiplas tarefas, desde produzir textos a criar imagens ou vídeos.</p>
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		<title>A IA que age por nós, e não apenas para nós</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/a-ia-que-age-por-nos-e-nao-apenas-para-nos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2026 23:06:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O último ano foi marcado pelo crescimento de uma nova forma de tirarmos partidos do que a Inteligência Artificial nos pode dar, fruto de avanços muito significativos ao nível da autonomia dos agentes e ao aumento exponencial da percepção que estes têm do ambiente em que estão inseridos. Por Sérgio Viana * Em março de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O último ano foi marcado pelo crescimento de uma nova forma de tirarmos partidos do que a Inteligência Artificial nos pode dar, fruto de avanços muito significativos ao nível da autonomia dos agentes e ao aumento exponencial da percepção que estes têm do ambiente em que estão inseridos.</strong></p>
<p><strong>Por Sérgio Viana *</strong></p>
<p>Em março de 2025, surgiu o Manus. Uma start-up chinesa chamada Butterfly Effect lançou um agente autónomo que conseguia navegar na internet, escrever código, gerir ficheiros e executar tarefas complexas em sequência — sem que o utilizador tivesse de intervir em cada passo. A reação foi imediata: listas de espera com centenas de milhares de pessoas, cobertura global, e uma discussão acesa sobre se estávamos perante o primeiro agente de IA verdadeiramente útil para o utilizador comum.</p>
<p>Em novembro do mesmo ano, um programador austríaco chamado Peter Steinberger publicou o actual OpenClaw no GitHub, inicialmente com o nome Clawdbot. Era um projeto open source — qualquer pessoa podia instalar e usar — que permitia criar um assistente pessoal de IA capaz de ler e enviar emails, gerir calendários, integrar aplicações e automatizar fluxos de trabalho inteiros. Em poucas semanas, tornou-se um dos projetos com crescimento mais rápido em toda a história do GitHub, com mais de 195 mil estrelas. A razão era simples: pela primeira vez, alguém sem formação técnica avançada conseguia ter um agente que trabalhava por si, nos seus próprios sistemas, com os seus próprios dados.</p>
<p>Dois projetos, dois modelos completamente diferentes — um comercial e centralizado, outro open source e distribuído. Mas com a mesma ideia no centro: um agente que não responde apenas a perguntas, mas que age.</p>
<p>Um chatbot que responde é útil, mas um agente que executa é transformador. A diferença está em quem tem o controlo do tempo e da atenção. Quando um assistente escreve um email por nós, poupamos alguns minutos. Quando um agente gere a nossa caixa de entrada, filtra o que é relevante, responde ao que tem resposta óbvia e só nos interrompe quando é mesmo necessário — isso muda a relação com o trabalho de forma fundamental.</p>
<p>O mercado percebeu o que estava em jogo antes que a maioria das pessoas tivesse experimentado estas ferramentas. Em dezembro de 2025, a Meta comprou o Manus por mais de dois mil milhões de dólares — e começou a integrá-lo no Telegram, no WhatsApp e no Ads Manager, colocando agentes pessoais nas plataformas que mil milhões de pessoas já usam diariamente. Em fevereiro de 2026, Sam Altman anunciou que Peter Steinberger, criador do OpenClaw, se juntava à OpenAI para liderar o desenvolvimento da próxima geração de agentes pessoais. O projeto passou para uma fundação independente, manteve-se open source, com financiamento da OpenAI.</p>
<p>Estes movimentos não são coincidência. São apostas estratégicas na convicção de que o próximo grande campo de batalha da IA não é o modelo mais inteligente — é o agente mais útil no quotidiano de cada um de nós. O que torna este momento particularmente interessante é que, pela primeira vez, a fronteira entre utilizador e agente está a desaparecer de forma visível. Não precisamos de saber programar para ter um agente que trabalha connosco. Não precisamos de uma equipa de IT para integrar os nossos sistemas. A democratização que o smartphone fez com o acesso à informação, os agentes pessoais estão a fazer com a capacidade de agir. E isso vai criar novos padrões de produtividade individual que as organizações ainda não sabem como medir — nem como gerir.</p>
<p>Estamos nos primeiros meses desta mudança. Os agentes atuais cometem erros, precisam de supervisão e têm limitações reais que não se devem ignorar. Mas a trajetória é clara e a velocidade de evolução não dá sinais de abrandar. A pergunta que vale a pena fazer agora não é se os agentes pessoais vão mudar a forma como trabalhamos — é o que vamos fazer com o tempo e a atenção que vão libertar. Essa é, provavelmente, a questão mais importante que as organizações vão ter de responder nos próximos anos.</p>
<p>Managing Partner da Xpand IT. <a href="https://linktoleaders.com/a-ia-que-age-por-nos-e-nao-apenas-para-nos-sergio-viana-xpandit-2/" target="_blank">Artigo publicado originalmente no site linktoleaders.com</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt/a-ia-que-age-por-nos-e-nao-apenas-para-nos/">A IA que age por nós, e não apenas para nós</a> aparece primeiro em <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt">NotíciasdeAveiro.pt</a>.</p>
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		<title>ChatGPT e educação: o que a ciência diz sobre os impactos da IA</title>
		<link>https://www.noticiasdeaveiro.pt/chatgpt-e-educacao-o-que-a-ciencia-diz-sobre-os-impactos-da-ia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Júlio Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2026 00:06:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Aveiro]]></category>
		<category><![CDATA[Destaques]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Região]]></category>
		<category><![CDATA[IA]]></category>
		<category><![CDATA[Inteligência artificial]]></category>
		<category><![CDATA[Universidade de Aveiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso de ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT na educação tem crescido de forma acelerada desde o seu lançamento no final de 2022, tanto em escolas como em universidades. À medida que professores e estudantes adotam estes sistemas de linguagem generativa, surge uma pergunta central: esta tecnologia está a melhorar ou a prejudicar [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt/chatgpt-e-educacao-o-que-a-ciencia-diz-sobre-os-impactos-da-ia/">ChatGPT e educação: o que a ciência diz sobre os impactos da IA</a> aparece primeiro em <a href="https://www.noticiasdeaveiro.pt">NotíciasdeAveiro.pt</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O uso de ferramentas de Inteligência Artificial como o ChatGPT na educação tem crescido de forma acelerada desde o seu lançamento no final de 2022, tanto em escolas como em universidades. </strong></p>
<p>À medida que professores e estudantes adotam estes sistemas de linguagem generativa, surge uma pergunta central: esta tecnologia está a melhorar ou a prejudicar a aprendizagem? A resposta mais fiável não vem de opiniões, mas de dados científicos acumulados nos últimos três anos.</p>
<p><strong>Por André Costa *</strong></p>
<p>Uma das análises mais abrangentes publicadas recentemente &#8211; uma meta-análise de 51 estudos académicos publicados entre novembro de 2022 e fevereiro de 2025, fornece evidência robusta sobre o impacto do ChatGPT em contextos educativos. </p>
<p>Os resultados mostram que o uso de ChatGPT pode ter um efeito positivo significativo no desempenho académico dos estudantes. A melhoria média no desempenho (medida por métricas padronizadas) foi considerada grande, indicando que, quando integrado de forma adequada em atividades de aprendizagem, a ferramenta pode realmente apoiar resultados académicos.</p>
<p>A mesma análise aponta para efeitos moderados, mas consistentes, em como os estudantes avaliam a sua própria compreensão e na capacidade de pensamento de análise, síntese e resolução de problemas mais complexos.</p>
<p>Estes efeitos positivos não surgem automaticamente. A investigação indica claramente que os melhores resultados académicos são alcançados quando o ChatGPT é usado como uma ferramenta integrada num contexto pedagógico estruturado &#8211; por exemplo, como parceiro de aprendizagem que complementa métodos tradicionais, em lugar de um atalho para respostas rápidas. Estruturas como aprendizagem baseada em problemas ou tutoria assistida por IA demonstram resultados mais fortes do que um uso não orientado ou esporádico.</p>
<p>Estudos complementares e revisões sistemáticas reforçam estes achados: ferramentas de IA podem personalizar a aprendizagem, oferecer feedback em tempo real e aumentar o engajamento dos estudantes, especialmente quando combinadas com a orientação de professores.</p>
<p>É importante notar que a literatura também aponta para riscos e limitações. Em contextos onde a IA é usada de forma isolada, sem enquadramento pedagógico, estudantes podem desenvolver dependência excessiva no sistema ou perder oportunidades de praticar competências cognitivas essenciais. Estudos recentes também identificam potencial redução da originalidade ou esforço crítico, sobretudo quando a IA substitui o processo de raciocínio em vez de o apoiar.</p>
<p>A evidência científica é clara: o impacto do ChatGPT na educação depende de como é usado. Integrado de forma responsável e alinhado com objetivos pedagógicos claros, pode ser um aliado valioso para melhorar desempenho, promover autonomia e enriquecer a experiência de aprendizagem. Caso contrário, corre-se o risco de sacrificar competências fundamentais em favor de soluções fáceis.</p>
<p>* Prof. Adjunto Convidado do ISCA-UA. <a href="https://www.ua.pt/pt/noticias/13/95871" target="_blank">Artigo publicado no site UA.pt.</a></p>
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