Há dias assim: De Paradela a Vouzela, pelo antigo Vouguinha / Vista para as cegonhas em Angeja

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Locomotiva a vapor em Vouzela (foto de António Garcia).
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Já aqui esquissado a possibilidade de “regressar ao local do crime”. E foi mesmo, seis anos depois, quase dia por dia. Regressei a Paradela (Pessegueiro de Vouga – Sever de Vouga), para prestar tributo a um percurso que me levou até Vouzela, com um regresso apressado que culminou nos 75 Km. E também para o desmistificar da minha mente.

Por António Garcia *

Há seis anos regressei de ambulância para as urgências e depois para os cuidados intensivos. Algumas semanas onde o corpo sofreu reparações para mais 50.000 Km, devagarinho, sem abusar!

Hoje foi sem temor e decidido que abordei este trajecto, com muitas obras pelo caminho, pois está em curso a construção da ciclovia que ligará Albergaria-a-Velha a Viseu pelo caminho da antiga linha do Vouga.

Os primeiros 15 Km são sempre a subir (muito carvão gastava o Vouguinha na época) e depois entre subidas e descidas, chega-se ao concelho de Vouzela cuja ponte monumental nos acolhe numa longa descida (o que significa que, no regresso, temos logo uma longa subida). Com um bom piquenique às costas, admirando a paisagem que tem pouco de empolgante, desafiando terra batida onde andam máquinas, admirando o que fizeram às antigas estações (a maior parte alojam colectividades), lá se vai chegando ao destino com um pneu traseiro com algumas “borbulhas” (distracção minha). Em dia de feira, Oliveira de Frades levou-me a andar, durante quase 40 minutos, atrás do feijão.

Finalmente encontrei a continuidade do percurso em S. Vicente de Lafões. A ponta final, já no regresso e quando entrei na parte dita ecovia, deu para abrir o velame que me levou para pontas de 40km/h. Um pouco de adrenalina num espírito que teima esquecer (de vez em quando) que a adolescência já foi.

O pneu aguentou, a BTT adorou ser “montada” tantas horas seguidas e eu, no fim, tinha as pernas a tremer ligeiramente e um sorriso beato do dever cumprido.

Para estes lados, se próxima houver, será procurar o caminho do Vouguinha de Vouzela até Viseu.

Antiga Linha do Vouga, Cedrim (foto de António Garcia).

Pela margem direita do Rio Vouga, em busca das Cegonhas

Posso dizer que foi dia com lama partilhada: pela BTT e por mim mesmo! Enquanto a viatura fazia o seu exame de rotina, levou a BTT e fui por aí, meio perdido pelas ruas de Oliveirinha e Eixo, até encontrar os estradões que me levariam à Horta, já num percurso conhecido.

Aquela volta pela margem direita do Rio Vouga com vista para as cegonhas, até chegar a Angeja, não sem antes experimentar um caminho que a natureza se reapropriou e que me levou a ir a par da byke, com alguns arranhões na minha toilette.

Não satisfeito, eis-me de novo em busca de novos horizontes num estradão ao longo da auto-estrada que me levou a um pequeno lago. Como a byke ainda não sabe nadar, regresso ao ponto de partida, decidido a acabar com estas pesquizas. Por estradões conhecidos, mas que ainda não tinham absorvido a água da chuva. Não pus o pé a terra, mas havia água para me molhar os tornozelos.

Após lavar a minha favorita, regresso a casa com um olhar para o conta quilómetros:47 km e algumas gotas de água em cima.

Rio Vouga, Angeja (Foto de António Garcia).

* Trabalhou como director – responsável de sector social & cultural. https://www.facebook.com/antoniotony.garcia.9

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