Aveiro: Edil garante critérios e transparência de subsídios municipais

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Entrega de subsídios camarários, Aveiro.

Ao atingir o terceiro ano consecutivo de apoios a atividades associativas, uma prática que foi possível retomar no quadro da recuperação financeira, o presidente da Câmara de Aveiro mostrou-se satisfeito com os resultados alcançados pelas coletividades beneficiárias.

“Avaliamos positivamente o trabalho feito. Se alguma não cumprir bem, não haverá mais cooperação. É uma lógica de solidariedade, mas também de responsabilidade. Gostamos muito quando estamos a avaliar e entendemos prosseguir o caminho”, declarou Ribau Esteves.

O edil falava ao final da tarde desta quinta-feira antes da assinatura dos 75 protocolos com outras tantas associações culturais, recreativas, socais e ONG’s do concelho (excluídos os sectores desportivos ou IPSS), pelas quais vão ser distribuídos 615 mil euros para ajudar ações regular, investimentos ou atividades pontuais.

Comparticipações atribuídas ainda num “quadro de limitações” que persistem no plano financeiro, por força da dívida de 100 milhões euros, o que obriga “a gerir com juizinho” a Câmara, referiu Ribau Esteves.

“600 mil euros é sempre muito dinheiro, mas atribuímos os subsídios com alegria, porque replicam o investimento público”, sublinhou, destacando “o contributo” das associações para “a qualidade de vida e o desenvolvimento do município”.

Ribau Esteves assegurou que os apoios são atribuídos com regras. “Tivemos o cuidado de sermos criteriosos. Aqueles que não perceberem, ao fazerem comparações, não tirem conclusões sem estudar. Cada associação é uma e não há outra que seja muito parecida, embora possa estar na mesma área”, afirmou, esperando que a execução “corra bem”.

“Vamos procurar fazer melhor no próximo ano, quanto ao tempo de análise de candidaturas. Há confiança total e garantia de pagar com lealdade e prontidão. A Câmara que não pagava a ninguém e demorava anos é coisa morta. Tenham essa tranquilidade”, afirmou.

“Dúvidas desonestas”

O autarca assegurou “toda a transparência e abertura” no processo de análise e atribuição dos apoios, que “podem ser consultados” nos serviços. “Cumpre-se as regras, aprovámos na Câmara por unanimidade todos os contratos”, disse, aproveitando a deixa para criticar um comunicado do PS local sobre o processo de entrega de subsídios. “Não é sério vir dizer coisas, lançar dúvidas sobre a seriedade e transparência. Essa parte é que já desonesta e não cumpre a lealdade ao que o próprio faz”, acusou Ribau Esteves.

O edil lembrou que “ainda há questões por tratar” em algumas candidaturas apresentadas, admitindo que nem todas possam ser atendidas, o que a suceder será “por questões objetivas”.

“ASPEA fez foi infeliz”

Antes da assinatura dos protocolos, Ribau Esteves reagiu às queixas da Associação Portuguesa de Educação Ambienatl (ASPEA) por não figurar entre as beneficiárias dos apoios para o seu projeto da Quinta Pedagógica da Moita, em Oliveirinha.

“Não vamos fazer disputas públicas com a ASPEA. O comunicado é lamentável e assenta em pressupostos falsos. Por exemplo, hoje há cerca de uma dúzia de candidaturas apresentadas e que não vão fazer parte dos protocolos a assinar. O que não tem nada a ver com exclusões, são processos que exigem mais negociação, a verificação de mais alguns pormenores”, explicou.

Além de desmentir a associação, o autarca assume que as relações entre as partes conheceram atritos, sem concretizar quais. “Este comunicado, pela sua excessiva infelicidade, demonstra bem o que são os objetivos da ASPEA. Não houve exclusão de nada. Os que não vieram hoje, vão ter trabalhos complementares para tomarmos decisões sobre o valor a apoiar. Algum que venhamos a decidir não apoiar, obviamente haverá um contacto a explicar. O que a ASPEA fez foi infeliz. Tem um histórico, demonstrou aquilo que é com este comunicado fora do tempo e absurdo. Falarei mais tarde, se for necessário, para tornar públicas as tristes histórias da ASPEA”

Lista das associações com apoios aprovados

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