Refugiados

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Manifestação de apoio à Ucrânia (Ag. Lusa).

Na reunião da Assembleia Municipal do passado mês de março, quando questionado sobre “medidas concretas” adotadas pelo Município no apoio aos refugiados, o presidente da Câmara, Ribau Esteves, remeteu a responsabilidade do problema para o governo e para as entidades europeias.

Este artigo é publicado por NotíciasdeAveiro.pt no âmbito do espaço de opinião mensal disponibilizado aos partidos com representação na Assembleia Municipal de Aveiro, que foram convidados a ocuparem, com tema livre, a partir do mês de maio.

Por Gabriel Bernardo *

A guerra na Ucrânia provocou uma nova vaga de refugiados na Europa. Segundo dados oficiais, desde o início da invasão russa no dia 24 de fevereiro 2022, Portugal já recebeu cerca de 35 mil refugiados do conflito armado na Ucrânia. Desde o início do conflito que o partido CHEGA condenou a agressão russa e tem sido favorável ao acolhimento temporário em Portugal de refugiados ucranianos, dentro daquelas que forem as capacidades de acolhimento do nosso país.

Sentimos tratar-se do nosso dever político e moral prestarmos auxílio a este povo Europeu irmão nesta fase tão crítica da sua História. Salientamos também o facto de os refugiados ucranianos serem maioritariamente mulheres e crianças e de o povo ucraniano além de trabalhador ser culturalmente muito semelhante ao povo português tendo já dado provas no passado de se conseguir integrar bem na nossa sociedade.

Consideramos, no entanto, que a nível nacional e municipal o acolhimento dos refugiados de guerra ucranianos deveria envolver uma estreita colaboração entre governo, o SEF, as Câmaras municipais e as associações locais de imigrantes ucranianos. As Câmaras Municipais deverão desempenhar um importante elo de ligação entre as associações locais e os organismos governamentais. Consideramos também que deverá ser feito um rastreio bem apertado e um acompanhamento individualizado de todos os refugiados ucranianos que entram em Portugal, não só para que estes possam ser devidamente apoiados, mas também para facilitar a identificação de eventuais infratores que possam vir a cometer atos ilícitos no futuro. Sem este devido rastreamento e acompanhamento, maior será a probabilidade de virem a ocorrer problemas de integração.

Na reunião da Assembleia Municipal do passado mês de março, quando questionado sobre “medidas concretas” adotadas pelo Município no apoio aos refugiados, o presidente da Câmara Ribau Esteves remeteu a responsabilidade do problema para o governo e para as entidades europeias. Mais recentemente, na reunião da Assembleia Municipal do mês de abril, o Presidente da Câmara quando questionado relativamente ao mesmo assunto, pelo partido CHEGA e por outros partidos, escudou-se dizendo que “a Câmara de Aveiro não faz política (nem politiquice) com a desgraça dos outros”. Será “politiquice” os partidos da oposição quererem saber sobre medidas concretas de apoio aos refugiados ucranianos por parte do executivo camarário?! Estamos convictos que não! E, igualmente, estamos convictos que ao responder desta forma evasiva em ambas as reuniões da Assembleia Municipal, o Presidente da Câmara transmitiu a clara ideia de querer fugir à resposta talvez por não existir nenhum plano articulado entre o governo, o SEF, as Câmaras municipais e as associações de imigrantes ucranianos locais. Ou pior do que isso, talvez por não existir nenhum plano, seja ele qual for, de apoio aos refugiados ucranianos.

Na reunião da Assembleia Municipal em abril, um dos partidos de extrema-esquerda apresentou uma “proposta de recomendação para o acolhimento de refugiados” em Aveiro a qual visava apoiar o acolhimento dos refugiados em geral independentemente da sua origem. O partido CHEGA obviamente votou contra essa proposta porque para o partido CHEGA os refugiados provenientes de outras partes do mundo não podem ser todos colocados em pé de igualdade com os refugiados ucranianos. Em 1º lugar porque não é certo que muitos desses outros “refugiados” fujam efetivamente de uma guerra. Serão mesmo refugiados de guerra ou migrantes económicos? Em 2º lugar porque muitos desses outros “refugiados” são maioritariamente homens – se eles efetivamente fogem de uma guerra porque deixam as mulheres e crianças para trás?! Em 3º lugar porque muitos desses outros “refugiados” possuem culturas e modos de vida que são, em diversos aspetos, pouco compatíveis com os valores da civilização europeia, como por exemplo no facto de não respeitarem a igualdade entre homens e mulheres.

Portugal é, ou pelo menos tem sido, um país com uma paz e coesão social invejáveis a níveis europeu e mundial. Essa coesão social resulta de um sentimento de pertença do povo português e da sua identificação com a História e cultura de Portugal. No entanto, e à semelhança do que tem acontecido em vários países europeus, também em Portugal parece que a esquerda não descansará enquanto a população portuguesa não for substituída demograficamente por imigrantes de países longínquos (geográfica e culturalmente). Parece que a esquerda não descansará enquanto não converter Portugal num caldo cultural explosivo, cheio de “Portugueses nascidos no SEF” que não amam Portugal nem sequer se identificam com a nossa História e com a nossa cultura. O partido CHEGA está cá para impedir que isso venha algum dia a acontecer! Portugal deverá aprender com os erros de outros países europeus de modo e evitar repeti-los … porque ainda vai a tempo disso!

* Deputado municipal em Aveiro pelo partido CHEGA.

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