
Um final a exibir ‘força máxima’. A Aliança com Aveiro vai terminar os ‘dias de apelo ao voto’ “a cerrar fileiras”, colocando no mesmo palco Luís Montenegro, numa rara dupla passagem pelo mesmo concelho em campanha eleitoral, Luís Souto e, desta vez, garante-se, também, Ribau Esteves, que se remeteu a aparições esporádicas com intervenções quase de circunstância, cumprindo os mínimos. “Estamos profundamente unidos, coesos e empenhados numa grande vitória. Luís Montenegro está a dar força à nossa campanha e é um sinal para o futuro, uma grande oportunidade”, referiu o candidato à Câmara a poucas horas de ‘cair o pano’ sobre a campanha.
São os ‘últimos cartuxos’ da candidatura que tem a fasquia mais elevada de todas em Aveiro. Qualquer deslize ficará como nota de perda, comparando com o legado eleitoral de Ribau Esteves, que conseguiu chegar durante o terceiro mandato a um inédito pleno nos órgãos autárquicos. Luís Souto, num primeiro balanço, destacou o programa feito com “ideias” próprias “e contributos dos cidadãos”, que passaram na avaliação pública e dos adversários: “Não há uma crítica ao nosso programa”, destacou, lamentando apenas “os ataques, a campanha baixa” e os “panfletos anónimos”, como os que foram distribuídos em Esgueira e Aradas.
O ainda presidente da Assembleia Municipal, que se propõe ser o terceiro da família Souto a ocupar o cadeirão presidencial (depois do Avô e do irmão Alberto, adversário na ‘corrida’ de 2025) tira “de bom” da campanha “o conhecimento mais profundo” do município e “o que é o mais importante, a vida das pessoas”, proporcionada pelos contactos sempre com “alegria e boa disposição”, seguindo um dos lemas que é “dar felicidade”.
Luís Souto garante que esteve tão à vontade a lidar com a “continuidade” como com a “inovação”, as faces da mesma moeda da campanha PSD-CDS-PPM em 2025, destacando “os bons exemplos do legado” dos mandatos Ribau Esteves. Mas estar a ser perspectivado como futuro presidente, também leva a ser abordado “para o que não está a funcionar bem”. O candidato garante que os compromissos assumidos, com expetativas criadas a quem lhe pediu para interceder na resolução de carências, não vão ficar esquecidos: “registámos e vamos começar pelo que ainda não foi feito”, repete.
O candidato afasta impacto eleitoral de algum “ruído” que marcou a campanha, em torno de polémicas camarárias como o Cais do Paraíso ou a agitação na Aradas cabeça de lista.
Sobre o desfecho do escrutínio para a Câmara, Luís Souto assume não acreditar que “o Chega vá chegar” ao executivo municipal, obrigando, eventualmente, a lidar com um ‘fiel de balança’ (vereação entendida). “O Chega mostrou que é um partido, aqui em Aveiro, completamente desqualificado, não tem noção das realidades, de profunda demagogia” e os aveirenses, sendo “inteligentes, não vão querer o caos”, para “não entrar em quatro anos de estagnação”, apelando, por isso, “a maioria absoluta”.
Discurso direto
“Estou a ir a todo o lado e vou voltar a esses lados, periodicamente. Ouvindo a pessoa mais simples, até à mais categorizada. Este princípio de ouvir vai continuar, a andar na ru e ver se as boas políticas estão a ser executadas. Se visitei um bairro social em que há uma casa que precisa de ser recuperada, se disse à senhora vamos tratar disso, daqui por uns meses vou lá perguntar à senhora se foi ou não foi feito, é assim que vou atuar” – Luís Souto.
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