Confessa desvio de 160 mil euros que estavam atribuídos por decisão judicial a filho menor

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Tribunal de Aveiro.
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Um enfermeiro confessou, esta segunda-feira, no Tribunal de Aveiro, a apropriação indevida de 160 mil euros que estava obrigado, por decisão do Tribunal de Família e Menores, no âmbito de processo de divórcio, a investir em certificados de aforro em nome do filho, à data dos factos com 16 anos, para que este pudesse pagar os estudos após a maioridade.

A quantia em causa resultou da venda de dois apartamentos que foram doados ao filho por um casal de idosos de quem o arguido foi cuidador. “Gostavam de mim”, explicou.

Ao prestar declarações no início do julgamento, o indivíduo residente na Bairrada, que está acusado de um crime de abuso de confiança, assumiu ter “desobedecido” à sentença judicial de 2009 e feito seu o dinheiro, invocando um “acordo verbal” com o filho e a ex esposa.

Os 160 mil euros acabaram gastos num “investimento” no Brasil, para onde se mudou determinado em “iniciar uma nova vida”.

O arguido disse que viu frustrada a expetativa de fazer um bom negócio e perdeu todo o capital investido.

Segundo contou, acabaria ainda por se manter mais algum tempo no Brasil ao “ingressar na política” no município onde vivia e a trabalhar numa Organização Não Governamental (ONG).

Nesse período, é denunciado por se fazer passar por médico, atendendo doentes a quem fazia prescrições de tratamentos, tendo sido alvo de um processo.

O assunto não foi referido no Tribunal de Aveiro. O enfermeiro atribuiu o regresso a Portugal a problemas graves de saúde que necessitavam de acompanhamento médico que conseguia garantir no Brasil.

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