Aveiro: Projeto imobiliário junto à antiga reitoria da UA com caderno de encargos “muito apertado”

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Estacionamento junto à antiga reitoria da UA, Aveiro.
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Já atrasada em relação ao prazo inicialmente apontado, a autarquia de Aveiro prepara a anúnciada operação de alienação de venda de terrenos municipais que incluirá, entre outros, a zona ocupada com estacionamento junto da reitoria da Universidade de Aveiro.

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“A hasta pública está a ser ultimada, virá à Câmara e Assembleia Municipal, se legalmente tiver de ser”, referiu Ribau Esteves na última sessão do parlamento local em resposta a um pedido de informação do eleito do GHEGA, Gabriel Bernardo.

O edil reafirmou a importância “pública” da venda de terrenos, que o Bloco de Esquerda gostaria de ver alinhada com políticas de promoção de habitação a custos mais acessíveis.

“Queremos continuar a cuidar do património, o património que interessa utilizar em prol do desenvolvimento”, referiu Ribau Esteves sem adiantar os valor base a estabelecer e todos os terrenos em causa.

“Algum desse terreno é a frente da reitoria, para cumprir funções publicas relevantes, aumentar a capacidade de estacionamento em cave e à superfície e aumentar oferta de residências para estudantes”, explicou. Um investimento privado que será “o único terreno, que além do PDM, terá de cumprir um caderno de encargos claramente definido” no que diz respeito a exigências de lugares de estacionamento em cave, à superfície, pisos dos prédios, área para espaços comercial e para residências de estudantes. “Tem um caderno de encargos muito apertado para o seu investidor”, insistiu Ribau Esteves.

O presidente da Câmara diz que a hasta pública surge com “uma lógica de rentabilidade do património, útil para a comunidade. O património inútil é um absurdo de gestão, vamos prosseguir este caminho”, garantiu.

A venda já deveria ter sucedido, “para aproveitar o pico de procura e preços no mercado”, mas a “complexidade de avaliação” atrasou o processo de “continuada boa gestão de património, colocando-o ao serviço das pessoas e desafiando os privados a investir, que têm vindo a responder muito bem”, concluiu.

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