Projeto do Museu da Bienal Cerâmica, Aveiro (arquiteto João Mendes Ribeiro).

Apesar da ‘justiça’ não ter dado, nesta fase, razão à pretensão de Alberto Souto (PS) de impedir a demolição da antiga sede da Cerciav, prevista no âmbito das obras de ampliação do Conservatório, o candidato deixa a decisão final para o presidente da Câmara, esperando que permita ao novo elenco, caso este assim o entenda, fazer alterações.

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“O caso do Conservatório não será sequer adjudicado e espero que até lá o executivo não se atreva a demolir a casa. Haverá novo projeto que preserve a casa Cerciav”, refere o cabeça de lista socialista num comentário partilhado hoje nas redes sociais.

Alberto Souto acrescenta, por outro lado, outra obra em que se compromete a ‘mexer’, a adaptação da antiga biblioteca para museu, com a ampliação do edifício histórico.

Sem colocar em que a “legitimidade formal” de Ribau Esteves, aponta ao edil “má-fé política” nas mais recentes adjudicações. “Há uma fumarada de terra queimada. Quem vier a seguir que se amanhe. E o que procria o “Dinossauro Excelentíssimo” (para usar um título do sublime José Cardoso Pires) ? Três mostrenguinhos caríssimos. Três erros grosseiros”, escreve.

Reafirmando que o Museu de Aveiro não deveria ter sido ‘municipalizado’, porque também colocou na autarquia o financiamento de obras superiores a 5 milhões de euros necessárias, questiona o novo museu para acolher o espólio da bienal de cerâmica (4,724 milhões de euros), um projeto que vai “meter o Rossio na Betesga”, com “outro erro urbanístico: construir um caixote em frente à antiga biblioteca e ao lado dos antigos Armazéns de Aveiro”, o que é considerado “um rematado disparate”, porque “destrói-se um largo precioso para a vivência urbana”.

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Alberto Souto nota, também, que “o candidato Luís da Aliança está de acordo, porque está de acordo com tudo e nunca teve um pensamento próprio sobre nada que viesse do chefe”, que “infelizmente diz que sim a tudo, porque sim, porque sempre só soube dizer que sim ao chefe. Ou pior, porque gosta.”

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