Conservatório de Aveiro (foto partilhada por Carlos Castelhano).

O presidente da Câmara de Aveiro informou a Assembleia Municipal, esta quinta-feira, que as obras de requalificação e ampliação do Conservatório de Música de Aveiro – Calouste Gulbenkian vão sofrer um atraso devido à ausência de propostas.

“Infelizmente não tivemos concorrentes, mas posso anunciar a determinação claríssima em avançar”, referiu no período dedicado à atividade municipal, que abrangeu pouco mais de um mês após a tomada de posse.

Em novembro passado, o executivo tinha decidido não aceitar a prorrogação de prazo de entrega das propostas e a prorrogação do prazo para aceitação da lista de erros e omissões, conforme pedidos feitos por potenciais concorrentes, que acabaram por não se confirmar.

A empreitada lançada no mandato anterior tinha como valor base 6.503.60,39€ acrescido de IVA à taxa em vigor.

O presidente da edilidade não adiantou mais pormenores, nomeadamente sobre o próximo passo, que deverá passar por uma revisão do preço e lançamento de outro concurso público.

Preferiu destacar o “lindíssimo” projeto “do ponto de vista arquitetónico que só vem valorizar a formação” e criticar aqueles que “só por miopismo partidário” pretendem “impedir” uma obra com “financiamento garantido”.

“Vamos resolver necessidades e ambições dos nossos jovens” vincou, não deixando de voltar à polémica gerada na campanha autárquica quando o PS defendeu a preservação da antiga sede da Cerciav, contígua, que está previsto demolir para dar lugar a um novo bloco da escola. “É uma casa que não tem qualquer sentido, nenhum valor especial que leve a sacrificar um projeto com esta função social”, reafirmou.

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“Vamos ter voltar a debater o que fazer com o estádio”

Luís Souto deu conta do andamento da empreitada na escola básica 2,3 de São Bernardo, de 4 milhões de euros, garantindo que “tudo que estiver em condições de assinar terá prioridade”.

Foi colocada em andamento também uma empreitada para manutenção da cobertura do estádio, no valor de 600 mil euros. “Uma gota de água” chamou a atenção, relembrando que existem outras intervenções necessárias. “Vamos ter voltar a debater o que fazer com o estádio, vamos ter de tomar decisões. Está a tornar-se um peso, vão-se preparando, as faturas vão fechar”, disse.

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