Nível.

Há o nível. E a falta de… Às vezes nem se dá por ele. Nem o nível nem a falta de… O pior é quando se quer baixar o… nível.

António, com responsabilidades políticas autárquicas, tem o pelouro da Cultura lá do município onde foi eleito. Acha que isso da Cultura (ou Kultura?!) está num nível superior, que o povo não entende.

Usando uma linguagem futebolística, poder-se-ia dizer que António não quer Cristianos Ronaldos. Esses são para as élites, dirá. É uma aparente “contradição”: o líder do partido político que o elegeu como autarca, num discurso recente, apontou o exemplo do Cristiano Ronaldo. Que os portugueses deveriam seguir. A modos que um outro nível! De exigência e trabalho. Subir o nível!

António não! Sendo um citadino, olha para o mundo com um tique…rural! É só um tique. No discurso então… Ele não diz, por exemplo: é preciso bom senso! O povo poderá não entender. Ele diz: “é preciso bom senso e tal”. “Bom senso” é uma linguagem muito…elitista! “Bom senso e tal” toda a gente perceberá.

Pois, António num destes dias, puxou dos galões de vereador da Cultura (ou da Kultura?!), promoveu uma reuniãozinha com a gente do seu pelouro. De uma forma muito clara, para que não fiquem dúvidas, num português misto de falso citadino-rural, deixou o recado: “temos que baixar o nível”.

Há quem diga, que no fundo, o problema não é o povo. É ele! Que não tem nível. Ou, na melhor das hipóteses, falta de… nível.

Sinal dos tempos!

Jesus Zing

NOTA: Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

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