Aveiro: Câmara junta ERSUC e AdRA por causa das descargas de efluentes da UTMB

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Despejo de efluentes em Horta, Aveiro.
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Os presidentes dos conselhos de administração das empresas ERSUC e Águas da Região (AdRA) aceitaram o convite da Câmara de Aveiro para uma reunião de trabalho agendada para esta sexta-feira, de manhã.

O encontro de trabalho foi solicitado na sequência de mais um “incidente” que provocou, no início da semana, o despejo de efluentes para a via pública e terrenos próximos da conduta de saneamento que atravessa o lugar de Horta, provenientes de descargas efetuadas pela Unidade de Tratamento Mecânico Biológico (UTMB) em Eirol.

Segundo Ribau Esteves, a ERSUC assumiu parte da responsabilidade e abriu um inquérito interno, mas a empresa aponta alguma responsabilidades também à AdRA.

Na reunião de Câmara pública realizada esta quinta-feira, o presidente da edilidade adiantou que pretende aproveitar a presença dos responsáveis das empresas para lembrar a necessidade de investimentos para resolver o problema de vez.

“Queremos perceber o que aconteceu, exigir que não se repita, pela boa gestão de todos nós, e falar de outras coisas, como realizar uma obra para que estruturalmente se consiga retirar o efluente da zona urbana, que tem de ir para a conduta e ETAR em Cacia, onde é tratado”, explicou Ribau Esteves.

O autarca informou que foi colocado em consulta pública o licenciamento da segunda célula da UTMB, que estava previsto desde o início da atividade. A ERSUC avançou com o pedido uma vez que a vida útil da existente “vai ser reduzida substancialmente devido a acolher mais resíduos”.

Segundo Ribau Esteves, a gestão da central “tem um elevado padrão de qualidade”, pese embora alguns problemas com despejo de efluentes (lixiviados) que importa acautelar para não colocar em causa linhas de água e as captações que a deveriam merecer atenção da parte da Agência Portuguesa de Ambiente (APA), nomeadamente ao fazer inspeções.

A pretexto do licenciamento, a Câmara de Aveiro colocou novamente ’em cima da mesa’ a “importância da variante norte ao UMTB que estava previsto nas contrapartidas mas ninguém fez”, existindo verbas estatais que poderão vir a ser angariados para o efeito.

Joana Valente, vereadora do PS, subscreveu o parecer dada pela autarquia, lembrando que a UTMB “tem trazido implicações ambientais e de incomodidade para os munícipes reconhecidas por todos, em particular por quem vive nas redondezas, por causa dos odores e dos lixiviados”.

Sobre as descargas em concreto, que vão correndo “mais mais ou menos visibilidade”, deveriam, recomendou a eleita socialista, “levar a uma monitorização dentro das competências da Câmara, na tentativa melhorar o funcionamento da unidade e diminuir os impactos no ambiente e população”.

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