
“Não vale a pena lançar boatos. Não quero parar as escolas, quero parar é dois erros que vão cometer nas duas escolas”. Alberto Souto aproveitou a apresentação da candidatura do PS a São Bernardo para, mais uma vez, clarificar a posição da sua candidatura sobre o futuro da escola Homem Cristo e ampliação do Conservatório de Música, depois de ‘atacado’ por Luís Souto, que o voltou a acusar de “querer parar tudo”, desta vez aquando do primeiro debate com candidatos, sobre ensino.
O cabeça de lista do PS começou por ironizar com a invocação do currículo de professor feita, na altura, pelo irmão, mas “só teve uma ideia”, que foi “conferir autonomia aos professores para comprarem papel higiénico, parafusos e tinteiros”.
“Isto mostra que uma pessoa pode jogar á bola toda a vida e ser mau treinador, há gente que sabe dar uns chutos e caneladas. Pode jogar toda a vida e quando chega a treinador as coisas não correm bem, desta vez atirou umas caneladas, uma das quais para mim (mas tenho boas canetas…), e qual foi ? Foi que ando a querer parar tudo , segundo ele a Homem Cristo e o Conservatório”, referiu o candidato do PS sem esconder a indignação.
“Quero que as duas escolas andem no sentido do futuro, porque o futuro não é demolir a casa da Cerciav. O futuro é saber preservar o nosso património e identidade, e não há nenhuma incompatibilidade entre preservar o imóvel e construir as salas para a dança que o Conservatório necessita, é uma visão absolutamente redutora e muito antiga do que é o futuro”, reafirmou Alberto Souto.
Quanto à escola Homem Cristo, “se chegar à conclusão pela comunidade educativa que é preciso novo edifício, e tenho dúvidas – os ingleses têm escolas do melhor do mundo em edifícios antigos – não se põe coisas abaixo só porque é preciso pôr abaixo e aquele edifício, como todos sabem, tem a história, o primeiro liceu, um património cultural que devíamos honrar, tratar bem, não levar para lá burocracia; pelo contrário, podemos levar para lá uma escola, das artes por exemplo”, acrescentou.
“Se tiver de existir um novo edifício”, o projeto da nova secundária previsto pela atual Câmara não merece apoio: “a escola não pode ser encavalitada em cima da João Afonso, cortando árvores e avançando para a estrada. Uma escola secundária tem de ser com melhores padrões de espaço e qualidade, temos de ser ambiciosos”, defendeu.
Apesar de São Bernardo ter sido “um terreno sempre difícil para o PS”, Alberto Souto apelou ao apoio local à candidatura de André Ferreira para “refundar” a freguesia, com “uma Junta de gente nova, um poder autárquico esclarecido, aberto e que saiba dar respostas a toda a população e associações sem fazer discriminações como alguns de nós presenciámos aqui de muito má memória”.
Antes de apontar exemplos de obra deixada dos tempos que geriu a Câmara, o candidato socialista lembrou os jogos de andebol do São Bernardo, “com um jogador poderosíssimo, difícil de travar”, Élio Maia, que foi “um grande presidente de Junta” e prestou homenagem “à obra social” do Padre Felix, um “trabalho para continuar” na freguesia e em todo o concelho.
Para o futuro, renovou o empenho de “acabar com uma frustração” de sucessivos mandatos, “o caso de flagrante inépcia do Estado” no ex-centro de saúde mental, que pretende usar para residências universitárias, habitação ou apoio a idosos, assim como ‘rasgar’ uma “avenida nova para desanuviar a estrada atual”, criando ainda um “um outro eixo paralelo à linha de comboio”, numa estruturação viária para “que o centro de Aveiro se prolongue com naturalidade para São Bernardo. Está assumido, ainda, criar um auditório “que corresponda à dinâmica, uma promessa não cumprida neste mandato” e “dar dimensão relevante” ao parque de lazer freguesia, requalifcar a aldeia desportiva e criar um corredor verde da Quinta do Peixinho à Baixa de Vilar.
Uma freguesia “onde o motor desacelerou nos últimos anos”
André Ferreira, vogal da Assembleia de Freguesia, assume agora a candidatura à Junta numa freguesia “onde o motor desacelerou nos últimos anos, deixando-a parada no tempo”, tendência que pretende contrariar.
A construção do centro cívico / auditório cultural é vista como uma absoluta necessidade, sobretudo para corresponder à dinâmica “do tecido associativo fantástico”. A sede da fanfarra continua a ser “uma ferida aberta” por cicatrizar, comprometendo-se a resolver o problema antigo.
O trânsito “congestionado e estrangulado” vai estar, também, entre as prioridades, “em articulação” com a Câmara, para “um futuro com mais fluidez e segurança”. As novas vias permitirão “alavancar o desenvolvimento”. Sobre o ex-centro de saúde mental, defendeu a sua requalificação para ficar ao dispor da freguesia. O alargamento dos horários e maior frequência de transportes públicos está, igualmente, na lista de propostas, surge, igualmente, a melhoria do parque da freguesia, com balneários e casas de banho públicas. Atividades promotoras de cidadania ativa e o lançamento do orçamento participativo também figuram nos compromissos para “mudar o paradigma e sangue novo com pessoas que são o reflexo da comunidade local”.
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