Idosos (Foto genérica).

As candidaturas apresentam pouca clareza sobre o que defendem para as pessoas mais velhas — precisamente aquelas que sustentaram, ao longo de décadas, a liberdade e a democracia que o país hoje vive.

Por Ricardo Pocinho *

A ANGES (Associação Nacional de Gerontologia Social) lançou um apelo público aos candidatos à Presidência da República, pedindo que clarifiquem as suas posições e prioridades para um país cada vez mais envelhecido.

Segundo os dados mais recentes do INE, Portugal tinha em 2024 10,7 milhões de habitantes, mas continua a registar um forte envelhecimento demográfico: o índice de envelhecimento subiu para 192 idosos por cada 100 jovens, e a idade mediana ultrapassou os 47 anos. A população sénior cresce ano após ano, enquanto os jovens diminuem.

A ANGES considera que, perante esta realidade estrutural, as candidaturas apresentam pouca clareza sobre o que defendem para as pessoas mais velhas — precisamente aquelas que sustentaram, ao longo de décadas, a liberdade e a democracia que o país hoje vive.

Apesar de não ser obrigatória a existência de mandatários temáticos, a ANGES sublinha que nenhum candidato escolheu incluir alguém dedicado ao envelhecimento, o que, segundo a associação, revela falta de prioridade política para um dos maiores desafios sociais do país.

A ANGES desafia assim todos os candidatos a apresentarem propostas concretas para promover o envelhecimento digno, ativo e integrado, alinhadas com as responsabilidades do Presidente da República enquanto garante da coesão social e do regular funcionamento das instituições democráticas.

* Presidente da ANGES.

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