Aveiro: Raul Martins aconselha presidente da Câmara “a abandonar algumas picardias”

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Assembleia Municipal de Aveiro (Centro Cultural e de Congressos).
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O deputado municipal Raul Martins, eleito pelo PS embora atualmente a ocupar o lugar como independente , uma vez que se desfiliou do partido, alertou a Câmara para a necessidade de não descurar a preparação de uma “segunda vaga” da pandemia do Covid-19, encarando com preocupação os números mais recentes de infetados e óbitos.

“Estou pessimista, está a andar e para durar”, admitiu ao intervir na última Assembleia Municipal.

O eleito salientou a importância, “nesta altura, de fazer Aveiro um município ímpar, de não estar a empurrar uns para os outros” para atribuir apoios sociais. “Não pode deixar ninguém ir para a cama com fome, sem tomar um duche e ter uma cama limpa ou deixar de lado os medicamentos obrigatórios por falta de dinheiro, não deixar nenhuma pessoa doente sozinha e abandonada”, pediu.

“Não compete à Câmara, mas devia assumir isso e fazer depois fazer contas com a Saúde e a Segurança Social, deve criar uma task force para ir isso. Se não melhorar, as coisas vão pôr-se feias no Inverno”, alertou.

Raul Martins deixou também”um conselho” à presidência para assumir menos agressividade em certas intervenções.

“Não tem muito a provar nas qualidades de presidente, quer de trabalho, quer na iniciativa de ir buscar dinheiro onde existe. Conheci-o quando estive no Porto de Aveiro, fizemos algumas coisas juntas, e no Mais Centro [gestão de fundos europeus], lá aparecia Ribau Esteves e as pessoas tinham respeito muito grande, ia buscar dinheiro”, elogiou.

“Não tendo de provar isso, sendo demasiado agressivo, numa altura em que as pessoas devem guardar alguma da sua agressividade, e muitas vem para aqui para o picar, deverá ser um presidente que fique para o futuro, como vai acontecer, e abandone algumas picardias que eu não gostaria que o meu presidente de Câmara tivesse”, aconselhou Raul Martins.

Discurso direto

“Esta task force social está ativa, mas não vamos descurar a conquista de fundos europeus, as obras. Os licenciamentos não pararam, a cultura também não. Somos equipa e temos capacidade para fazer tudo a lutar contra o Covid, ser parceiros e estarmos atentos ao futuro.
Há investimentos, temos de estar na linha da frente no momento da recessão, darmos um pulo para sermos os primeiros na retoma, dar segurança aos que está cá e tornar a terra mais atrativa para quem quer investir, com momentos de fruição de cultura e lazer. Esta prontidão, a agressividade no bom sentido, tem essas enormes vantagens” – Ribau Esteves.

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