
Entre as 14:00 de segunda-feira e as 17:00 desta terça-feira, o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro registou 180 ocorrências relacionadas com o mau tempo, em grande medida quedas árvores, movimentos de massa, inundações, limpezas de via e salvamentos aquáticos. Até este balanço, pelas 20:00, não havia danos pessoais a lamentar. Entretanto, foi ativado o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Aveiro.
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Desde as 16:00 de 1 fevereiro, quando foi declarado estado de prontidão especial de nível máximo (4) devido a situação meteorológica complexa, foram registadas 610 ocorrências nos 11 concelhos da Região de Aveiro.
“Isto já é um acumulado muito grande. A terra está muito ensopada… a queda de árvores, os aluimentos são cada vez são mais suscetíveis de acontecer”, alertou António Ribeiro comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Aveiro em declarações ao jornal online NotíciasdeAveiro.pt.
Como agravante, na quarta-feira poderá ocorrer um “pico de chuva muito superior”, mantendo os caudais dos rios Vouga e Águeda propícios a alagamentos.
De resto, o risco de “agravamento das situações de cheia/inundação” levou, ao final da tarde, após deliberação da Comissão Distrital de Proteção Civil de Aveiro, a “ativar o Plano Distrital de Emergência de Proteção Civil de Aveiro”. “Recomenda-se à população especial atenção às medidas de autoproteção” já divulgadas através dos avisos dos agentes da Proteção Civil e “a ter em conta as ordens das autoridades territorialmente competentes, mantendo-se atento ao desenvolvimento da situação.”
“Gestão” da barragem de Ribeiradio está a ser “muito bem feita”
Segundo o comandante sub-regional, a “gestão” da barragem de Ribeiradio (Sever do Vouga / Oliveira de Frades) tem vindo a ser “muito bem feita ao longo das últimas três semanas”, na tentativa de manter os caudais a libertar entre os 400 e 500 m3 (contra cerca de 770 m3 de entrada a uma cota de quase 80% da capacidade máxima) “para não causar problemas a jusante”. A libertação de água afeta diretamente o nível das águas do Rio Vouga e afluentes, como são o Rio Águeda e o Caima.
António Ribeiro traz à memória à última “grande cheia” na região ocorrida em 2016 para apelar à tomada de “medidas preventivas” nas situações mais que previsíveis de galgamentos em vias públicas, nas terras agrícolas ou em zonas urbanas, apontando para o fim-de-semana melhorias no tempo (ouvir declarações completas partilhadas abaixo).
Estradas cortadas às 21:00 (GNR) » Norte do distrito e Sul do distrito
Chuva persistente, vento forte e agitação marítima
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para esta quarta-feira chuva persistente e por vezes forte nas regiões Norte e Centro. O vento irá soprar por vezes forte, com rajadas até 75 km/h, podendo atingir 100 km/h nas terras altas, particularmente nas regiões a norte do rio Mondego. A agitação marítima continua forte na costa ocidental.
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