Reflorestação (Bioliving).

Os incêndios causam os efeitos devastadores que todos por demais conhecemos. Pessoas, bens, património natural e cultural… Assistimos ano após ano à destruição e à incúria que previne uma alteração real e efetiva da gestão da nossa paisagem.

Em 2016, a BioLiving nasceu – entre outros objetivos – para promover e demonstrar formas mais sustentáveis de gerir a nossa floresta, principalmente atendendo aos cada vez mais previsíveis cenários catastróficos como o que temos visto nos últimos dias.

Em 2022, as nossas microrreservas em Canelas travaram um fogo explosivo que vinha lavrando em cerca de 10 km de extensão de monocultura de eucalipto, e protegeram campos agrícolas e uma zona de habitação.

Em 2024, 60% da área florestal do nosso concelho, Albergaria-a-Velha, ardeu, em incêndios que rapidamente passaram de florestais a urbanos, e de onde resultou a perda de casas de habitação, património, negócios, vidas humanas e animais.

Por estes dias, ardeu mais de 2% do território continental, incluindo áreas protegidas. Sem querermos fomentar a demagogia, questionamos qual é a efetiva proteção antifogo que tem sido fomentada? Está o país – e quem o representa – realmente preparado para proteger-nos da violência das alterações climáticas, que atingem o seu esplendor nestes episódios dantescos?

Para além das populações e famílias afetadas por estes incêndios devastadores, a nossa solidariedade está também junto dos nossos colegas de missão. Dezenas de ONG e conservacionistas deparam-se neste momento com os seus projetos destruídos e a sensação de impotência. Habitat queimado, estruturas perdidas, espécies sem locais de alimentação/reprodução/repouso.

Manifestamos a nossa contínua disponibilidade para continuarmos o trabalho que sempre fizemos, e esperamos que juntos, com os cidadãos, as autoridades, autarquias e demais entidades, possamos ajudar nesta luta permanente e inglória.

Associação Bioliving

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