Centro de Ovar.

“Mais despesa, menos obra, um concelho parado e com o futuro hipotecado”. Razões, resumidas, que motiva o ‘chumbo’ do Relatório de Gestão e Contas de 2025 da Câmara de Ovar pelos eleitos do PS na Câmara local.

“Não é apenas um documento técnico. É a prova inequívoca de uma governação falhada, esgotada e sem rumo. Entre o discurso político e a realidade da execução existe um abismo e esse abismo está a custar caro ao futuro do concelho”, refere os socialistas na declaração de voto.

“Anúncios sucessivos, resultados inexistentes” é “o padrão” detetado pelo PS em 2025: “O investimento estruturante simplesmente não existe. As freguesias continuam esquecidas, sem dinâmica e sem ligação efetiva entre si. Fala-se muito, faz-se quase nada”.

Também na “regeneração urbana, o cenário é de inércia total” sem Áreas de Regeneração Urbana (ARU) e “uma execução de investimento de apenas 48,22%”. “Não há programas para jovens, arrendamento acessível, alargamento do 1.º direito, ausência de parcerias, tardam em criar uma “força” cooperativa”, critica o PS. “Na habitação, há dinheiro, mas não há política. Limita-se tudo à habitação social, ignorando soluções de classe média, habitação acessível e planeamento urbano sério”, faltando “visão, falta coragem e falta trabalho.”

Na área ambiental “a situação é particularmente grave”. A zona de pinhal foi transformada “num verdadeiro desastre ambiental, resultado de um plano de gestão que não protege, não regenera e não assegura o futuro da floresta” em que “a responsabilidade é política e é do município”.

O PS diz que também na educação “o desinvestimento é estrutural” e que na cultura e turismo os dados de 2025 “são alarmantes, com os estudos a retratarem um município onde a procura diminui drasticamente”.

Na mobilidade, “o território continua mal servido e sem soluções” e a economia local enfrenta um cenário que “é de verdadeiro desespero” em que “o comércio local sobrevive sem apoio, sem estratégia e sem qualquer política de dinamização consistente”. Já “o atraso nas zonas de desenvolvimento económico é inaceitável e compromete diretamente a criação de emprego e a competitividade.”

Em 2025, a despesa aumentou 23,45 % e “apenas 26% é investimento” (taxa de execução de 48,22%). O resultado líquido negativo (-2,85 milhões de euros) evidência no entendimento do PS que “gasta-se mais, mas faz-se menos.”

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