Ovar: Praia de Maceda mais protegida este verão

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Praia de Maceda (Foto partilhada por Joaquim Oliveira).

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) não autorizou, este Verão, a reabrir o percurso que o município de Ovar habitualmente criava para facilitar o acesso à praia de Maceda pelo areal.

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“Não foi permitido à Câmara fazer aquilo que fez no passado, ao criar um acesso em patamar à praia na zona frontal. Este ano, a APA decidiu não autorizar, por muito que a Câmara reclame”, informou o presidente da Câmara na última Assembleia Municipal, realizada na freguesia da Maceda, quando respondia a questões suscitadas no período aberto ao público.

“E a justificação qual é ? Dizem que há défice muito grande de sedimentos em Maceda. A mesma razão é apontada para o Furadouro. Em Maceda, a colocação desse patamar, como aconteceu em anos anteriores, dizem, iria fragilizar ainda mais a zona de arriba onde se inicia o acesso à praia. A APA permite sim um acesso mais para a norte, aí para viaturas de emergência e pescadores para acederem à praia. Portanto está aqui a explicação”, acrescentou o edil, lembrando que “quem manda nas praias não é a Câmara, mas a APA”, atribuindo à agência governamental também a “imposição” da data de início da época balnear (8 de junho).

A APA, adiantou ainda Domingos Silva, também colocou muitas reservas “a vontade da Câmara relativamente à intervenção nos areais”. A primeira resposta ao pedido de regularização “foi mesmo de não autorizar” continuar a intervir nas praias, em particular Furadouro e Maceda.

“Todos sabemos, o mar leva areia e volta a trazer, não se rege por calendários da época balnear. Só agora está a deitar mais areia para fora. Essa é a areia que a Câmara se comprometeu junto da APA a monitorizar e a só retirar o que permite fazer intervenção em curso no Furadouro. Caso contrário, a APA não teria autorizado a deposição de areia no Furadouro”, explicou.

“Infelizmente as nossas praias de ano estão piores, de ano para ano a erosão é pior. As circunstâncias em que a Câmara atua não são iguais às do ano anterior”, acrescentou o autarca vareiro.

Domingos Silva garantiu que a Câmara “foi até ao limite do que podia ir na intervenção na areia, em particular Furadouro”, dadas as “reservas muito grandes da APA” que só foram ultrapassadas como “o compromisso de monitorizar quase diariamente, para não sermos acusados de fragilizar a erosão costeira”.

Discurso direto

“É assustador a quantidade de praia que perdemos no Furadouro” – Presidente da Câmara de Ovar (ver declaração abaixo).

Defesa aderente à espera de obras

Ovar continua a ‘lutar’ pela requalificação de toda a defesa aderente, apontando para um investimento de 2,3 a 2,5 milhões. Desde que o projeto e a candidatura foi aprovada até hoje já surgiram, no entanto, “alterações na morfologia da praia que obriga a aumentar valor da intervenção”, perspetiva o presidente da edilidade. Existe a “expetativa de, até ao final do ano”, ver as máquinas avançarem no terreno para fazer a reposição da defesa aderente, assim como o reforço dos esporões que estão partidos e não cumpre a missão para que foram construídos.

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