Oliveira de Azeméis: Trabalhadoras de têxtil na insolvência receiam perder direitos laborais

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Cucujães, Oliveira de Azeméis.
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Uma empresa do sector têxtil, a Prisma-Paraíso, com instalações na vila de Cucujães, Oliveira de Azeméis, fechou e pediu a insolvência, colocando no desemprego 70 trabalhadores, alerta o PCP concelhio.

Segundo uma nota de imprensa, trata-se de uma sociedade de capital alemão instalada em Portugal há mais de três décadas, período durante o qual “alterou três vezes a sua designação, tendo as trabalhadoras passado de uma empresa para a outra, sempre com a salvaguarda da sua antiguidade.”

No final de Setembro, as funcionárias “foram confrontadas com o encerramento por via de um processo de insolvência da empresa que ainda lhes deve o pagamento relativo à antiguidade na empresa”.

De acordo com o PCP, a empresa, “aproveitando-se do surto epidémico, impôs injustificadamente às trabalhadoras a paragem do trabalho durante uma semana e o lay-off de 1 a 30 Abril”.

Apesar da existência de encomendas, as funcionárias foram colocadas uma semana de férias. “Durante este período, aproveitando-se da ausência das trabalhadoras da empresa”, a gerência “continuou o processo iniciado em Março de retirada de máquinas e tecidos, mesas e cadeiras em utilização”

A empresa quis, acusa o PCP, “empurrar para a Segurança Social e para as trabalhadoras os encargos com a má gestão”.

Nos últimos quatro anos, terão ocorrido casos de “pressão sobre as trabalhadoras” por repressão e assédio moral que motivaram contra ordenações pelas quais foi “várias vezes condenada”.

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