Artur Silva, novo Reitor da Universidade de Aveiro (ao centro),

“O futuro da Universidade de Aveiro (UA) exige visão e também capacidade de concretização”, afirmou o novo Reitor da instituição de ensino superior ao discursar esta quarta-feira na tomada de posse da nova equipa reitoral para um mandato de quatro anos.

Artur Silva, que é licenciado em física e química na academia aveirense, retomou alguns dos seus propósitos já apresentados à comunidade académica, lembrando que as universidades afirmam-se pelas “as que defendem, mas também pela capacidade de as transformar em ação”.

Defendeu, desde já, como “primeiro eixo estratégico do novo ciclo o reforço do bem-estar e das condições da universidade”, porque “não há excelência académica sem condições para estudar, investigar e trabalhar com dignidade”.

Para o novo Reitor, a universidade “deve afirmar-se pelo que cuida da sua comunidade, não como complemento, mas como condição de qualidade institucional e humana”, o que implica “reforçar as respostas de alojamento, saúde mental, inclusão, acessibilidade e apoio social”, assim cuidar do que se tornou invisível: o tempo.”

“Proteger o tempo académico” implicará reduzir “burocracias”, de forma a permitir maior disponibilidade para a “missão universitária”, que “é ensinar, investigar, criar e cooperar”. Sem “mais camadas de complexidade”, mas apontando para “mais qualidade, eficiência e tempo útil para as pessoas.”

Será “essencial afirmar também a universidade como pedagogicamente distintiva, preparada para desafios como Inteligência Artificial, aprendizagem ao longo da vida, experiências de aprendizagem mais flexíveis, interdisplinares, relevantes”, embora “sem abdicar do rigor e qualidade”.

Curso de medicina recebe ‘luz verde’ para prosseguir plano de estudos

Neste ponto, o novo Reitor entender partilhar uma informação dos últimos dias “particularmente para a universidade e região”. Está concluído o acompanhamento do mestrado em Medicina, tendo o respetivo ciclo de estudos sido acreditado por seis anos, sem limitações, pela A3ES – Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior e com número de vagas solicitados. “Representa um reconhecimento muito relevante do trabalho, das equipas docentes, científicas e clínicas e das instituições parceiras. Um sinal de confiança no presente e futuro de um projeto académico particularmente exigente e estruturante para Aveiro e região”, sublinhou.

Artur Silva defendeu que a universidade “tem de estar preparada para os grandes desafios”, reforçando a sua “capacidade de transformar investigação em inovação, desenvolvimento e impacto social”.

O que “passa também por continuar a atrair talento, promover sucesso académico, reforçar a mobilidade internacional e garantir que nenhum estudante tenha o seu percurso limitado pela sua condição económica ou social. Uma universidade “com preocupação social, aberta ao mundo e capaz de reforçar a presença internacional, sem perder a proximidade ao território, às comunidades e instituições”.

Na investigação e inovação, pretende-se “aprofundar as redes colaborativas, reformar colaborações internacionais e consolidar a capacidade de transformar conhecimento em valor para a sociedade”. Assim, “o desafio do próximo ciclo não será apenas produzir mais conhecimento, mas garantir que contribuiu efetivamente para responder aos problemas concretos”.

No início da intervenção, Artur Silva deixou uma palavra de agradecimento e homenagem ao Reitor cessante, Paulo Jorge Ferreira, de quem foi um dos braços direitos, e restante equipa, pelos “muitos combates comuns” nos dois mandatos “particularmente intensos e exigentes”, com uma pandemia pelo meio e “incerteza e desafios sem precedentes”, em que universidade “revelou notável capacidade de adaptação resiliência e compromisso coletivo”. Um percurso em que pôde “testemunhar de perto o humanismo e sentido de missão e compromisso absoluto” do seu antecessor, “qualidade que procurarei ter como referência”, disse.

Discurso direto

A recente aprovação das alterações do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), abre um novo ciclo para as universidades, que exigirá capacidade de adaptação, visão estratégica e forte sentido institucional. Contudo, o sistema científico atravessa processos de reorganização relevantes, nomeadamente com a criação da Agência para a Investigação e Inovação e com a redefinição de instrumentos, financiamento e mecanismos de articular entre ciência, inovação e desenvolvimento económico que exige das universidades maior capacidade de afirmação, coordenação e intervenção. Perante este contexto, a UA não pode limitar-se a acompanhar, tem de ajudar a compreendê-las, antecipá-las e a liderá-las sem perder o que as torna relevantes: as pessoas, o compromisso com a sociedade e a capacidade de transformar conhecimento em bem comum. É por isso que anúncio hoje três prioridades estratégicas a consolidar até ao início do próximo ano: a adaptação da UA ao RJIES, a construção do plano estratégico 27 – 30 e a revisão do regulamento orgânico dos serviços com diálogo, participação e forte envolvimento das estruturas” – Artur Silva, Reitor da UA.

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