Novo operador de autocarros intermunicipal entra em atividade a 1 de agosto

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'Busway Ciraveiro'
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A operação de transportes coletivos ‘Busway Ciraveiro’ entrará em atividade no próximo dia 1 de agosto, anunciou hoje o presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA).

Os contornos do novo serviço intermunicipal de autocarros, que resulta de uma concessão atribuída ao grupo isarelita Afifi, serão divulgados a 11 de julho, numa apresentação “de lançamento completo”, referiu Ribau Esteves.

O encontro “prévio” realizado esta sexta-feira serviu para desvendar as primeiras informações sobre a “parceria”. Como a empresa vencedora já tem algumas viaturas a operar com serviços não regulares, nomeadamente em viagens de turismo, importava dar alguns esclarecimentos públicos.

A CIRA irá pagar cerca de 1,2 milhões de euros por ano para comparticipar os encargos da nova operadora, que irá substituir o grupo Transdev nos municípios da região, excepto no concelho de Aveiro, onde a multinacional francesa tem uma concessão (Aveirobus).

A Nateeve Express, filial do grupo Afifi vocacionada para os transportes, uma das líderes israelitas no sector, deverá colocar em atividade 120 autocarros na região (metade a sair da fábrica), que irão percorrer anualmente 3,2 milhões de quilómetros em mais de uma centena de linhas (com cerca de 460 opções previstas de circuitos) ligando os concelhos de Aveiro, Águeda, Vagos, Sever do Vouga, Anadia, Oliveira do Bairro, Estarreja, Murtosa, Ílhavo, Albergaria-A-Velha e Ovar.

Ribau Esteves mostrou-se satisfeito com o empenho do novo operador nesta “transição” dos meses de verão para “rapidamente atingir a velocidade de cruzeiro”, o que deverá acontecer no arranque do novo ano letivo. “Avançaram com intensidade para quem chegou, existe uma forte empatia, acreditamos na competência desta relação profissional”, declarou, acreditando que a Busway pode resultar em “ganhos de qualidade e clientes”, com vantagens para a mobilidade dos residentes na região, que terão ao dispor uma das frotas mais novas em Portugal.

Segundo o CEO do Grupo Afifi, Afif Afifi, da quarta geração da empresa, o investimento em curso para entrar em Portugal estava a ser preparado há seis anos, com um estudo das necessidades de transporte, garantindo que a prestação de serviços será “de alta qualidade”. Sobre os preços, admitiu que o carácter intermunicipal do serviço poderá ser uma vantagem operacional para permitir bilhética mais em conta para os utilizadores.

Nesta altura, a empresa ainda está em fase de recrutamento dos 130 motoristas necessários , negociando a transferência de profissionais do operador que vai cessar atividade ou a através da formação de novos. Atualmente existe falta de motoristas de transporte público no mercado para as necessidades dos operadores, mas o grupo tem alternativas de recurso, se for necessário.

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