“Mais importante do que sermos diferentes das rádios nacionais, será sermos nós próprios”

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Rádio AVfm, direto.

A Rádio AVfm, que emite com grande dinâmica a partir de Ovar, é a prova que proclamar o fim das rádios locais (ainda) pode ser manifestamente exagerado. Um projeto que, sem abdicar da proximidade, usa os bons ventos tecnológicos para chegar mais longe. Entrevista com Jaime Valente, presidente da cooperativa que gere a rádio e um dos principais impulsionadores na fase de relançamento.

Jaime Valente, presidente da Rádio AVFM.

Pode dar-nos um enquadramento histórico da Antena Vareira ?
A origem da Antena Vareira remonta ao tempo das rádios piratas. Designou-se então por “Rádio Atlântico”. Foi formada por um grupo de entusiastas e conseguiu grande sucesso. Nesses tempos, a possibilidade de se fazer rádio era algo muito atrativo, sobretudo para os jovens. Recordo com prazer momentos de juventude, em que ia de casa para a rádio com os discos debaixo do braço para fazer o meu programa. Como eu muitos outros!
Só na cidade de Ovar penso que chegaram a existir três rádios piratas, alimentadas por um espírito de voluntariado e de vontade de fazer algo para a comunidade.
Quando o Governo resolveu terminar com a anarquia e abrir concurso para licenças, extinguindo o conceito de rádio pirata para passar a legalizar algumas das que conseguissem reunir as condições para tal, Antena Vareira foi a escolha para o nome.
Felizmente os fundadores de então conseguiram ultrapassar as dificuldades e obtivemos a licença de maior potência do concelho de Ovar.
De há alguns anos para cá foi adotado o nome Rádio AVfm, que mais não é do que as abreviaturas de Antena Vareira e Frequência Modulada.
Em 2019 a nossa estação cumprirá 30 anos de atividade sem interrupções!

Notou-se que a rádio conheceu um projeto de refundação. Quer dar-nos conta qual o propósito e que rumo foi dado?
O objetivo principal foi recolocar a Antena Vareira no patamar que ela merece. Pela sua história, pelo seu trabalho e pelas características das nossas gentes, a rádio estava demasiado afastada do dia a dia da comunidade.
Reuniu-se um grupo de pessoas, algumas que já por cá tinham passado há muitos anos atrás, com uma vontade férrea de impedir aquilo que infelizmente está a acontecer um pouco por todo o País: a venda da licença a grupos económicos que depois passam a usar a antena a seu bel prazer, desvirtuando totalmente o conceito de rádio local e colocando o seu funcionamento ao serviço do capital.
De alguma forma, o projeto passou por um regresso ao passado, nos sentido de nos fazermos rodear de pessoas entusiasmadas, com algo a acrescentar e que de alguma forma pudessem ser uma amostra daquilo que nos rodeia todos os dias.
Em termos de estratégia, foi claro que teríamos que sair para a rua e deitar mão de todas as plataformas e tecnologias que conseguíssemos dominar.
Pode parecer contraditório, mas implementamos um projeto com um conceito antigo assente em modernidade.
Tivemos ainda que rumar em direção a novas franjas de auditório, na altura totalmente arredadas da nossa estação, através de uma grelha o mais plural possível.

“A prioridade de todos os dias é a estabilidade financeira”

2018 trouxe uma nova direção. Quais os vossos planos e prioridades ?
A direção que tomou posse em 2018 é um grupo de continuidade. Apesar de terem saído algumas pessoas e terem entrado outras, o conceito até então seguido manteve-se.
A prioridade de todos os dias é a estabilidade financeira. É ela e só ela que pode garantir que tudo pode acontecer. A seu tempo, é claro; mesmo que tal signifique adiar investimento e reinventar soluções a toda a hora.
Temos neste momento aprovado um projeto de candidatura a fundos europeus, que esperamos concretizar e que possibilitará uma substancial melhoria de qualidade na nossa emissão, sobretudo em reportagens no exterior.
A cereja no topo do bolo que procuramos é a semiprofissionalização da Antena Vareira, algo imprescindível para o seu futuro, para a estabilidade do seu funcionamento e para a qualidade dos seus conteúdos. Sem perder o foco na comunidade e sem desperdiçar o voluntariado.
Isso foi demasiado ambicioso para o mandato anterior. Continuamos a perseguir esse patamar nestes dois anos.

As notícias do fim das rádios locais foram exageradas, apesar de muitas desistências de projetos de proximidade, vocês são a prova disso ?
Não estamos tão convencidos assim do nosso sucesso nesse capítulo, infelizmente. Digamos que conseguimos mostrar que é possível resistir. Que rádio local não tem que ser sinónimo de menor. Ou de menos bom. Ou de foleiro.
Temos contudo a consciência, sempre presente, de que o projeto continua demasiado dependente da vontade e do contributo das pessoas.
Sendo certo que não há ninguém insubstituível, e ainda bem, o futuro nunca estará muito longe da descaracterização enquanto não houver uma maior consciência da comunidade para o facto de que a Antena Vareira presta um serviço público que alguém tem que pagar, ou contribuir para que seja sustentável. Penso que ainda haverá a ideia (errada) de que vivemos de subsídios, por um lado, e o sentimento (ainda mais errado) de que a publicidade em rádio não funciona e é cara. Ora há vários estudos independentes que mostram exatamente o contrário…
Há três segredos para o que conseguimos até agora: trabalho, trabalho e trabalho…

Como têm respondido ao desafio tecnológico, sobretudo a internet ? A audiência hoje em dia é muito diferente, quebraram-se barreiras geográficas.
Somos humildes por definição, mas também rejeitamos a falsa modéstia. A Internet foi desde logo encarada como uma oportunidade. Seja na divulgação e na capitalização de novos públicos para a emissão em antena ou na criação de conteúdos específicos, direcionados e de grande alcance. A fibra ótica e o 4G foram grandes aliados do nosso projeto e da sua afirmação. Desde a melhoria do nosso streaming de áudio, disponível 24 horas em todo o mundo, até às transmissões em direto com áudio e vídeo, tudo foi encarado como uma oportunidade. A determinado momento percebemos que lideramos na forma como estávamos a criar determinados conteúdos. É incrível a qualidade que se consegue ter com recurso a equipamentos de baixo custo, desde que bem escolhidos e utilizados.
Criamos um novo site, muito focado nos conteúdos que produzimos, com milhares de podcasts disponíveis. Passou a ser possível ter a AVfm em direto em antena e na internet em streaming, mas também em diferido, piscando o olho às formas mais atuais de consumo, sobretudo do público mais jovem.
Talvez o mais interessante nas redes sociais seja a facilidade com que se pode medir o alcance. Nesse capítulo, os dados são muito interessantes e encorajadores. O feedback é constante e o projeto a determinada altura mudou de dimensão.
A aproximação das comunidades emigrantes tornou-se mais visível. Muitas vezes temos em terceiro lugar no ranking de visualizações de determinados conteúdos um país que não o nosso.
Isso levou a que o slogan que usamos durante dois anos “a sua nova rádio de sempre” fosse substituído pelo atual “rádio global de âmbito local”!

“É necessário adaptar a grelha de programas para fazer chegar a cada público alvo os conteúdos que ele mais aprecia”

A AVFM vive muito do espírito das ‘rádios livres’ ?
Procuramos um misto de profissionais, que ainda não temos por incapacidade financeira, sem nunca deitar fora o valioso contributo dos colaboradores.
Esse é, para nós, o modelo ideal. Talvez o único que pode possibilitar à Antena Vareira manter-se por cá durante mais 30 anos sem deixar de estar ao serviço da comunidade.
Temos vindo a conseguir captar alguns estágios profissionais de jovens que preferem ficar numa rádio local e ter uma efetiva oportunidade de colocar em ação os seus conhecimentos e criatividade do que ir para um nome maior onde desempenharão tarefas menores. Isso enche-nos de orgulho e tem vindo a dar-nos a certeza do que referimos antes. Esses jovens ensinam-nos muitas coisas e também aprendem muito com a nossa experiência e realidade. Crescemos juntos. Quem nos dera que alguns pudessem por cá ficar.

Rádio AVfm, estúdios, em Ovar.

Consegue diferenciar a rádio pela programação, quer dar-nos conta dos espaços que têm ‘no ar’ ?
Em termos de programação, somos o mais ecléticos possível. Fazemos rádio para as pessoas e temos a consciência de que lá fora há vários públicos. É necessário adaptar a grelha de programas para fazer chegar a cada público alvo os conteúdos que ele mais aprecia na hora e na dose certas. Isso é muito difícil de conseguir com recursos limitados e recorrendo ainda em demasia a programas previamente gravados. Contudo, já demos passos largos nessa direção e temos sempre presente a capacidade crítica que nos impele a experimentar, avaliar e corrigir quando necessário.
Talvez a melhor forma de perceber isso seja consultar a grelha de programas disponível no nosso site, a par com a equipa que a produz. Pessoas de várias gerações, com vivências distintas e que vertem naquilo que fazem o seu saber e forma de estar, a par com os seus gostos e interesses. São esses colaboradores que fazem da Rádio AVfm aquilo que ela é hoje, e fica aqui uma forte palavra de gratidão para todos eles.
Os programas em direto são, para nós, a rádio de excelência e significam uma aposta e esforço constantes. A capacidade de fazermos cobertura de momentos chave da nossa comunidade, sejam eventos, efemérides, incidentes, festividades ou manifestações desportivas; contribui largamente para a aproximação do auditório e funciona na perfeição para uma visibilidade acrescida do nosso projeto. Falamos de algo que gostaríamos de intensificar, mas onde os recursos (sobretudo humanos) são ainda insuficientes.
Os podcast, o vídeo, quando possível, e a fotografia completam a informação, tornam a mesma mais atrativa e permitem a difusão dos conteúdos de forma diferente em plataformas distintas.
Deitamos mão a tudo isso sempre com a conta e medida que determina se isso nos leva para fora daquilo que somos, uma rádio. E perguntamo-nos muitas vezes “afinal o que é uma rádio no início deste século XXI?”. Sentimos que a estamos a fazer cada dia que passa e arriscamos algumas vezes em campos que não dominamos totalmente. Curiosamente com grande sucesso.

O mercado local da publicidade está atento, encontram boa recetividade para viabilizar o projeto ?
Esta pergunta poderia ter da nossa parte uma resposta longa, onde procurássemos, de alguma forma, desculpas para uma realidade que está no nosso quotidiano.
Não, não está. Salvo honrosas exceções a recetividade é muito fraca.
Penso que se criou um mito em torno das rádios locais que tem que ser mitigado. Temos cada vez mais pessoas a acompanhar-nos e é curioso observar que isso é visto quase com desconfiança quando chega a hora de vender publicidade.
Felizmente aqueles que resolvem apostar em anunciar connosco têm encontrado retorno positivo e continuam a renovar.
Por outro lado, concorremos com projetos que, por não terem outros argumentos para vender publicidade; fazem do preço o seu cavalo de batalha ganhador.
Ora, como tudo na vida, nem sempre o que é mais barato é o melhor. Aliás, quase nunca… E isso não significa que anunciar na Rádio AVfm seja caro. Resguardamos, isso sim, a visibilidade dos nossos anunciantes sem termos no ar blocos de publicidade excessivamente grandes. Isso tem que ser contabilizado como uma mais valia…
Há ainda um outro aspeto que estranhamos não acontecer com maior frequência, sobretudo nas empresas de média e grande dimensão: o apoio à rádio local encarado como uma mais valia para a comunidade, uma preocupação social, tantas vezes anunciada pelas companhias e que encontra fraca expressão no efetivo retorno para a Antena Vareira; no apoio ao serviço público que presta…

“A Antena Vareira tem a felicidade de estar instalada num edifício histórico”

AVFM, Ovar.

A AVFM tem também atividades e iniciativas culturais, nomeadamente no campo musical e dos concertos, não é assim ?
Sim, é verdade. Essa foi outra aposta que foi surgindo ao longo da nossa atividade. Por um lado, veio da necessidade de irmos ao encontro de novos ouvintes, mais jovens ou com gostos musicais mais ecléticos. A determinada altura, foi necessário “fazer rádio com as pessoas cá dentro” e essas iniciativas revelaram-se uma boa alavanca para chegar a mais pessoas. A Antena Vareira tem a felicidade de estar instalada num edifício histórico no centro da cidade, que em tempos idos funcionou como Casa do Povo. Uma das salas é um pequeno auditório, um espaço muito interessante; intimista, com boa acústica e que esteve fechado à comunidade anos demais. No espaço contíguo há uma zona de lounge e um pequeno bar de apoio. Fizemos algumas experiências e sentimos que podíamos contribuir para a comunidade, ao mesmo tempo que era possível dar a mão a tantos projetos musicais de grande qualidade que não conseguiam encontrar nas rádios de maior dimensão a recetividade desejada. Providenciamos uma ligação direta do auditório aos nossos estúdios de emissão, o que nos permite transmitir em direto os espetáculos. Designamos esse projeto cultural por ‘Casa do Povo’ e temos um orgulho enorme em colocar Ovar no mapa de tantos projetos que por cá já passaram. Alguns, felizmente, passado algum tempo conseguiram uma visibilidade acrescida no panorama nacional e até internacional. O ‘Amanha-te’, concurso de música e o ‘NOVO – Mostra da nova Música portuguesa’, ciclo de concertos que inclui também conferências e workshops são dois momentos altos que fazem parte dessa programação e que se tornaram muito visíveis. Este último irá acontecer em Outubro.
Para além disso, o espaço está disponível para acolher projetos culturais da comunidade, fazendo juz ao nome ‘Casa do Povo’. O auditório está dotado de equipamento de som, luz e multimédia, pelo que facilmente se poderá adaptar a propostas que possam chegar até nós!

O futuro das rádios locais poderá ser promissor, depois de uma travessia do deserto em muitos casos ?
Temos a certeza absoluta que sim. Há um potencial incrível nas rádios locais. Desde os tempos em que surgiu o vídeo que muitos quiseram fazer acreditar que a rádio ia morrer. “Vídeo killed the radio star” nunca foi uma realidade. A capacidade de adaptação da rádio tem sido a sua característica e, como tal, o futuro será promissor. Não o é já, neste momento; por questões de conjuntura. Cremos que mais tarde ou mais cedo isso será ultrapassado e décadas depois da criação do conceito de rádio local ele será mais efetivo do que nunca!

Como diferenciar a emissão / conteúdos das rádios nacionais ?
Isso não é tão difícil quanto possa parecer. Uma vez que os recursos financeiros que uma rádio local necessita são muito inferiores aos de uma estação de âmbito nacional, podemos ocupar-nos de muitos conteúdos que acabam por ser desperdiçados por essas emissoras.
Basta sabermos onde estamos e a quem nos dirigimos e atuar de forma livre de interesses e de formatos pré-concebidos e essa diferenciação será natural.
Por vezes mais importante do que estarmos concentrados em sermos diferentes das rádios nacionais será mais importante despender energias em sermos únicos, nós próprios. Se a nossa emissora tiver um forte contributo de e para a comunidade, essa identidade diferenciar-nos-á não só em relação às rádios nacionais mas também no posicionamento face às outras rádios locais que estão à nossa volta.

AVFM, Ovar.

“A alavancagem das rádios locais poderia passar pela redução de alguns destes encargos”

Que desafios / apostas têm entre mãos ?
A semiprofissionalização será o maior de todos, como já referimos.
De grande importância será também conseguirmos concretizar o projeto de renovação dos equipamentos que temos aprovado na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, com acesso a fundos comunitários.
Há, contudo, um exercício diário que deve ser cultivado. A dúvida. Devemos usar a dúvida como alavanca para melhorar. Ter a capacidade de duvidar se estamos a fazer o melhor é meio caminho andado para a discussão e para a implementação de novas rotinas e soluções. A dúvida pode-nos dar confiança e alento e manter-nos atentos e cientes das nossas responsabilidades, a par das nossas capacidades. A dúvida permite-nos um estímulo constante em busca de mais e melhor!

A vossa afirmação é também a afirmação de Ovar ‘fora de portas’ – podem ser um veículo ainda mais utilizado nesse sentido, nomeadamente pelas associações, tecido empresarial e autarquias ?
Claro que sim. Há três anos atrás investimos num novo emissor, com tecnologia mais recente e maior potência do que aquele com que estávamos a operar há tempo demais. Isso deu um novo fôlego nesse sentido. Deixamos de levar Ovar ao nosso Concelho para levar a nossa comunidade, com tudo o que refere, mais longe. Essa ligação pode e deve sempre encontrar espaço para ser mais forte e corresponder a conteúdos que possam atrair a atenção para Ovar. A nossa comunidade pode e deve crescer em conjunto, como um todo, e a Antena Vareira está disponível para fazer a sua parte. A aposta nas novas tecnologias, que já falamos antes, desempenha aí um papel muito importante, até porque há “muito Ovar fora de portas” se pensarmos nos nossos conterrâneos que estão espalhados pelo mundo e que mantêm uma forte e saudável ligação à terra que é deles. Podemos, pois, levar Ovar para fora de portas de várias formas, mesmo saindo nós da nossa zona de conforto. Quando vamos, por exemplo, fora de Ovar fazer o relato de um desafio desportivo a acompanhar um Clube do nosso Concelho, levamos Ovar connosco. Quando fazemos a cobertura de um evento cultural, como por exemplo um festival de música fora do nosso Concelho, estamos a levar a nossa identidade até outras comunidades. E isso tem acontecido não poucas vezes…
Há aqui um caminho a fazer, por muito que já tenha sido trilhado; sempre como uma parte daquilo que somos: Ovar!

Quais as principais dificuldades sentidas ?
São mesmo de gestão. As rádios locais são para todos os efeitos tratadas como qualquer outro tipo de empresa, no que diz respeito às suas obrigações. E bem, no nosso entender. Contudo, para além das obrigações normais, como IVA, IRC, PEC e outros impostos, a nossa atividade tem ainda que suportar os custos fixos da ERC, da ANACOM e dos Direitos de Autor. A par com despesas correntes de água, luz, comunicações e por aí fora, é demasiado pesado para quem presta um serviço público. A alavancagem das rádios locais poderia passar pela redução de alguns destes encargos. Dizemos nós que o Estado nem sequer ficaria a perder, pois aquilo que hoje pagamos em taxas seria substituído por contribuições vindas da criação de postos de trabalho. E pelo aumento da liquidação de IVA, através do crescimento da faturação. Sabemos os milhões de euros que são investidos em estações nacionais para a prestação de serviço público. Não precisaríamos de milhões para dar a volta por cima…
Talvez esteja na altura do Estado reorganizar o espectro a nível nacional, por exemplo; permitindo que as rádios locais possam emitir mais livres de interferências.
Impedir a descaracterização de projetos que de rádio local já nada têm e que são usados por grupos económicos para a criação de redes regionais e algumas quase de âmbito nacional também poderia ser uma boa ajuda na diferenciação dos projetos que estão de saúde e uma alavanca para a sua afirmação.
Contudo, o que para nós menos sentido faz é mesmo o pagamento dos Direitos de Autor. Ora se nós divulgamos os artistas, sendo inclusivamente procurados por eles para isso… Se nós temos obrigações de respeitar quotas de música portuguesa (com o que concordamos)… Se somos um veículo de promoção dos artistas, que cada vez mais recorrem às rádios locais pois voltaram a perceber o seu potencial; então a lógica poderia ou deveria ser inversa! Talvez uma pequena distribuição dos milhões que são arrecadados pela SPA para apoiar o serviço público das rádios locais lhes pudesse dar um novo fôlego!
Queremos ainda deixar uma mensagem à nossa comunidade e a todos aqueles que nos ajudam a atingir os nossos objetivos. Obrigado. Sintam-se orgulhosos, pois sem vocês nada seria possível!
E, claro, sintonizem-se na Rádio AVfm.

Informações

Colaboradores: cerca de 30 (nenhum profissional)
Frequência: 98.7 MHz
Potência de emissão: 1000 Watt
Site: www.radioavfm.net
Emissão online: http://tinyurl.com/avnoar
Facebook: www.fb.com/radioavfm
Record de alcance no Facebook: 500.000
Record de visualizações num direto em livestreaming: 100.000
Visitas ao site: Mais de 1.000.000.