Falta de investimento no SNS

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Hospitais (arquivo).

É essencial acabar com o subfinanciamento crónico no SNS, exigido veementemente pelo SIM e reconhecido por todos.

Por José Carlos Almeida *

O Secretariado Regional do SIM/Centro reunido na Covilhã, manifesta publicamente a sua preocupação em relação à falta de investimento na Saúde e, em concreto, no Serviço Nacional de Saúde (SNS), traduzida numa dramática carência de médicos de outros profissionais de saúde na generalidade dos centros de saúde e hospitais da região.

Esta situação tem-se vindo a agravar nos últimos anos, não obstante as reiteradas denúncias e oportunos alertas por parte do SIM, nalguns hospitais a realidade assistencial é compatível com a pré-rutura de serviços e nos centros de saúde, as saídas, por aposentação, de centenas de médicos de família e de médicos de saúde pública irá aumentar exponencialmente as listas de utentes sem médico atribuído.

Na impossibilidade de o fazer junto da Senhora Ministra, uma vez que mantendo a recusa em receber os sindicatos médicos, estas questões foram, por diversas vezes e no âmbito da legislatura que terminou, apresentadas pelo SIM aos partidos políticos e aos cabeças de lista de todos os círculos eleitorais em vezes sucessivas feito presente ao Ministério da Saúde cessante, bem como à Comissão Parlamentar da Saúde, ao Senhor Presidente da República e ao Senhor Primeiro-Ministro.

É essencial acabar com o subfinanciamento crónico no SNS, exigido veementemente pelo SIM e reconhecido por todos. Ainda recentemente, entidades como o Tribunal de Contas e o Conselho Estratégico da Saúde da Confederação Empresarial de Portugal o referiram explicitamente.

É crucial uma nova grelha salarial, visto que a atual está congelada há 12 anos, não obstante a proposta sindical entregue ao Governo em 2018. Sem carreiras médicas não há SNS, tendo-se em vista atrair e fixar trabalhadores médicos, implica garantir um pagamento melhorado do trabalho suplementar e a regulação dos suplementos devidos pelo desempenho de cargos diretivos. Sem isso, a fuga para o setor privado e para o estrangeiro continuará, com uma intensidade crescente, pondo em risco o funcionamento do SNS e a saúde dos portugueses.

O SIM apela para que na próxima legislatura o investimento no SNS permita mitigar as gravíssimas carências que se identificam.

* Secretário Regional do Sindicato Independente Médicos (SIM).

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