Homem nega violência doméstica sobre a mãe e intenção de matar cunhado

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Tribunal de Aveiro.
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Um homem residente em Águeda, atualmente detido preventivamente, negou a intenção de matar um cunhado, seu vizinho, que agrediu gravemente na cabeça, atingindo-o com um machado de cortar lenha.

“Só queria assustar”, disse o arguido no início do julgamento que decorre no Tribunal de Aveiro, em que está acusado, além de homicídio na forma tentada, também de violência doméstica e coação na forma tentada, de que terão sido vítimas, respetivamente, a mãe, octogenária doente com problemas de demência, e um casal de sobrinhos.

O Ministério Público refere na acusação que o arguido “teve o propósito de matar” o cunhado, por isso “dirigiu o machado para um orgão vital, como é o crânio”.

O homem, divorciado e sem ocupação profissional, foi detido em março de 2019 após a agressão mais grave, ocorrida em contexto de desavenças familiares.

Alegadamente, também maltratava a mãe quando esta se recusava a dar-lhe dinheiro, respondendo por agressões verbais e físicas (puxava os cabelos, ameaças com pau de estendal).

O arguido negou as acusações de violência doméstica e justificou o desentendimento com o cunhado porque “ele estava sempre a provocar”.

O familiar já tinha sido ameaçado com um machado, como presumivelmente também sucedeu com o filho e a nora, e numa ocasião alvo mesmo de uma tentativa de agressão com o arremesso de um pequeno cutelo, que não lhe acertou. Em tribunal contou que as reações violentas sucederam-se no tempo, “Quando chamávamos a atenção para a forma como tratava a mãe reagia assim, era nessas alturas”, referiu.

O arguido disse que a parte de “levantar o machado” à sobrinha num dia em que lhe apareceu em casa “foi verdade”, mas “queria assustá-la, para ela ir embora”.

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Natalim