Homem nega ter sido cúmplice de roubo em ATM

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Tribunal de Aveiro.
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Um indivíduo confessou a autoria de quase todos os assaltos entre julho e outubro de 2018 que lhe são imputados, em Águeda, excepto a uma residência.

O arguido começou a ser julgado por co autoria de um roubo (110 euros subtraídos de uma pessoa que levantava dinheiro em ATA) e seis furtos em gasolineiras, estabelecimentos comerciais, de restauração, residências e na via pública.

Nas declarações iniciais, só não assumiu o furto ocorrido numa residência propriedade de um vizinho, de onde terão sido levados vários eletrodomésticos (TV, frigorífico e máquina de avar roupa) avaliados em 750 euros. Confessou apenas que manhã desse dia furtou raspinhas de uma gasolineira, que a GNR recuperou na sua posse.

O homem justificou os assaltos por consumir cocaína, coincidindo com “uma fase má” da vida, quando ficou separado da mulher. Segundo explicou ao tribunal, está a ser tratado ao problema da dependência das drogas e tem trabalho regular.

No seu depoimento, incriminou o segundo arguido, que está acusado apenas no caso do roubo de dinheiro da pessoa surpreendida no ATM e com quem dividira o dinheiro gasto em cocaína que terão consumido juntos.

No entanto, o segundo arguido, quando prestou declarações, apesar de assumir que conduzia a viatura, negou envolvimento no plano de roubar o cliente do ATM. Alegou apenas que estava a “dar uma boleia” para casa do patrão do amigo e foi-lhe pedido parar. “Pensei que fosse fazer uma consulta, tirou-me um cartão multibanco sem eu saber e quando voltou a correr deu-me dois murros a gritar para fugir-me dali”, relatou, insistindo que não ficou com dinheiro, nem foram consumir droga após o roubo.

O arguido com mais crimes fez vários furtos de raspinhas em estabelecimentos comerciais de Águeda, aproveitando a distração de quem atendia, causando prejuízos de dezenas de euros de cada vez.Num café, conseguiu deitar a mão a 470 euros numa bolsa, fugindo do local. Furtou um telemóvel a um transeunte. Da residência do vizinho onde a acusação diz que esteve duas vezes assumiu apenas um assalto, levando quatro cadeiras, uma mesa, mesinhas de cabeceira, espelhos, roupa e um dispositivo via verde, tudo no valor 250 euros.

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