GNR: Primeiro Dia da Unidade fora de portas para ganhar proximidade à população

609
Dia da Unidade da GNR - Comando Territorial de Aveiro (2018).
Magneton 728

O Comandante do Comando Territorial de Aveiro da GNR defendeu, este sábado, na cidade da Mealhada, uma “estreita cooperação” com as autarquias, para ambas as entidades “serem capazes de ir além da relação institucional” e gerarem “sinergias necessárias” a melhorar o desempenho, “acrescentando valor na obtenção do interesse público” .

Nelson Couto, coronel de infantaria, discursava no Dia da Unidade, coincidente com o 10º aniversário, que foi assinalado pela primeira vez fora do quartel sede, em Aveiro, contando com a presença do Inspetor da Guarda, Major-General Maurício Simão Tendeiro.

O Comandante Territorial assegurou que o efetivo ao seu dispor “está pronto para dar resposta às permanentes solicitações decorrentes da difícil e espinhosa missão de conferir segurança e apoio às populações”.

“Queremos que a população continue a ver-nos como referências e pontos seguros de apoio credível e, sobretudo, continuar a ter orgulho na GNR”, vincou.

“Enfrentar o futuro” sem descuidar a preparação

Para além da imposição de condecorações, o Dia da Unidade é, tradicionalmente, marcado por um balanço da atividade operacional.

2017 “não foi um ano fácil” para a GNR. “Estamos num distrito exigente a nível operacional, onde os problemas de criminalidade e sociais se avolumam constantemente”, alertou o comandante.

Nelson Couto entendeu “exortar” o efetivo “a enfrentar o futuro” sem descuidar a preparação. “A sociedade é cada mais exigente, mais interventiva, mais culta; a legislação está em permanente mudança, a tecnologia mais avançada, o mundo do crime mais sofisticado”, alertou, recomendando “esforço e preparação para acompanhar os desafios” e “não descansar na permanente informação e atualização”.

O relacionamento com a população também mereceu uma chamada de atenção: “A autoridade é melhor aceite quando conquistada”, disse.

Redução de 6,1 por cento dos crimes contra o património e menos patrulhamentos

No balanço da atividade, o Comando Territorial de Aveiro registou na sua área em 2018 (até 30 de setembro) 9728 ocorrências no âmbito da criminalidade geral, menos 2,1 por cento que em igual período de 2017.

Mereceu um destaque especial a baixa de 6,1 por cento dos crimes contra o património (4270 ocorrências). É o tipo de criminalidade que causa mais alarme social.

A criminalidade violenta registou 164 casos, menos dois que no ano passado.

No total, a GNR fez 2039 detenções e apreendeu 235 armas (6 mil munições).

No âmbito da violência doméstica, foram registados 1021 autos de denúncia (mais 11 por cento) e detidos 22 agressores.

O Comando deixou outros dados operacionais, registando uma diminuição das patrulhas (de 44.630 para 43.653 saídas).

O relatório dá conta de 518 incêndios e detidos quatro autores de fogo posto (identificados 27 suspeitos).

No que toca a sinistralidade rodoviárias, o número de acidentes atingiu 5890, causando 21 vítimas mortais, um decréscimo de 25 por cento (65 feridos graves).

As equipas de Proteção da Natureza e Ambiente realizaram 3189 patrulhamentos, tendo recebido 2580 pedidos através da linha telefónica.

Ver álbum de fotografias da cerimónia