“Fazemos frente a qualquer plantel” – Edgar Almeida (Beira-Mar)

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Beira-Mar - Marítimo, Taça de Portugal (imagem do Facebook do Beira-Mar).
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Edgar Almeida terá sido o ponta de lança de recurso mais eficaz em tão pouco tempo de jogo no historial do Beira-Mar.

O central arrancou o cruzamento para Cissé fazer o 2-2 em cima do apito final, evitando o fim da aventura na Taça de Portugal da época 2019-20.

A vitória do Beira-Mar alcançada no domingo, na receção ao Marítimo, com recurso a grandes penalidades (5-4), foi um dos jogos com direito a ‘tomba gigante’ na terceira eliminatória.

“O segredo” da excelente réplica dada pelos aveirenses perante um adversário da primeira Liga “passou essencialmente pela estratégia do treinador, ao assumir que o favoritismo estava do lado deles, como é óbvio, mas sem nos transmitir qualquer mensagem de receio ou medo”, explicou Edgar Almeida, que chegou a Aveiro esta época.

“Sabemos qual a nossa qualidade, como trabalhamos durante a semana, e, nessa perspetiva, fazemos frente a qualquer plantel”, acrescentou o defesa central de 26 anos que pegou ‘de estaca’ no onze habitual.

A boa entrada na partida com os madeirenses, chegando ao intervalo em vantagem, foi determinante para dar confiança.

“Nos jogos pode acontecer um dos três resultados possíveis, mas contra o Marítimo acreditámos que podíamos vencer e os minutos iniciais foram importantes. Tínhamos de fazer o nosso trabalho, sendo que a obrigação maior é da equipa da primeira divisão. Encarámos sem medo, a fazer o jogo pelo jogo, sem nos encolhermos e mostrámos que também estávamos ali para ganhar”, recordou Edgar Almeida, que esteve perto de fazer o segundo golo, na segunda parte, num cabeceamento.

O Beira-Mar permitiu a reviravolta e teve de fazer um derradeiro esforço com o central ser colocado na área do lado contrário. “Depois dos dois lances de golo, em que o Marítimo teve mérito, foi necessário arriscar, o mister disse-me para ir para ponta de lança e aconteceu o empate. O Fábio meteu na frente da defesa, o Cissé desviou e eu tive de ir à luta. Antes de cruzar, olho para esquerda, julgo que o Cissé vai para a área, e, por instituto, com a crença toda, saiu do jeito que queríamos. Empatar foi o mais justo, pela forma como encarámos a partida e jogámos”, relatou Edgar Almeida.

As emoções do jogo não terminaram no prolongamento, já que foi necessário decidir por castigos máximos quem passaria à ronda seguinte. Fábio foi o único que fez tremer os adeptos da casa, mas o destino estava traçado e seguiu-se a inevitável festa.

O feito coloca a ‘moral em alta’ para regressar às vitórias na próxima jornada do Campeonato de Portugal, em casa, frente à formação açoreana do Ideal, para continuar nos lugares cimeiros.

“Estes jogos mexem muito connosco, trabalhamos para ganhar e trabalhar em cima de vitórias é melhor, mas temos os pés assentes na terra, passámos a eliminatória, foi muito bem ver as gentes de Aveiro no estádio, muito gratificante para mim”, referiu Edgar Almeida.

Discurso direto

“Senti-me arrepiado. Sou de São João da Madeira, sempre ouvi falar do Beira-Mar, da mística do clube, sentir isso foi mesmo incrível”.

“Os jogadores gostam sempre de jogar com os ‘grandes’, o Porto, o Benfica. Agora, sabemos que o ideal para o clube seria ter a hipótese de continuar, com adversários mais modestos que permitam dar possibilidades de continuarmos em prova”.

“Hoje os clubes do CdP têm metodologias de trabalho melhores, estão a nivelar por cima, possuem outra estrutura, quase como os profissionais, e, assim, dão melhores respostas com equipas de escalões superiores”.

“Quando vim para Aveiro estava à espera de encontrar um clube grande, mas está a superar as expetativas. No domingo, com tantos adeptos, foi das poucas vezes que me arrepiei no futebol. Uma prova que o Beira-Mar está a mais nesta divisão”.

“Sabemos o que vem aí no CdP. É um campeonato exigente, com equipas de muita valia, somos uma delas. Encaramos sempre para ganhar, jogo a jogo, com os pés bem assentes na terra, sem pensar muito na subida. Sei que vamos ganhar mais vezes do que perder com este grupo de trabalho e humildade”.

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