Estarreja: Descontaminação de vala usada pelas químicas demorou tempo demais, lamenta edil

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Vale de S. Filipe, Estarreja.
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O presidente da Câmara de Estarreja congratulou-se com o fim da descontaminação da vala de S. Filipe, em Beduído, que no passado recebeu efluentes perigosos do complexo químico local, lamentando, contudo, os entraves colocados ao lançamento da obra a cargo do projeto ERASE, um agrupamento complementar de empresas de que a edilidade também faz parte.

“Tem sido um processo demasiado longo face à necessidade absoluta de fazer a limpeza. 12 anos é tempo que não se compagina com a necessidade de extrair lamas contaminadas com metais pesados, como arsénio e mercúrio, que ao longo do tempo se vão lixiviando nos lençóis freáticos”, referiu.

Diamantino Sabina falava, esta manhã, numa sessão destinada a assinalar a conclusão dos trabalhos de remoção dos solos afectados pela poluição.

“Não se percebe que questões de lana-caprina e desentendimentos de pequenos pormenores que se sobreleva à extração das terras. ´´E um problema que o nosso país, nomeadamente em sectores do ambiente que criam problemas onde não existem”, lamentou o edil.

Ainda assim, apesar de “alguma complexidade técnica”, a obra, destacou Diamantino Sabina, “correu bem e dentro do prazo”.

A zona alvo de limpeza foi utilizada pelas empresas químicas ao longo de cinco décadas, até aos anos 70 do século passado, para despejar os efluentes contaminados, e mais tarde por condutas, que desaguavam no largo do Laranjo (Ria de Aveiro). Em 2000, passaram a ser tratados e lançados no sistema da SIMRIA.

A operação implicou a remoção de solos e o total empedramento da vala, com barreiras de contenção em troncos de madeira e, ainda, a remoção e reposição de novas terras nas faixas laterais dos prédios rústicos que a marginam, desde a zona do Complexo Químico de Estarreja (CQE) até à zona da Póvoa.

A empreitada representou um investimento de 5,6 milhões de euros, tendo merecido um apoio financeiro integral do Fundo de Coesão da União Europeia, através do POSEUR.

Discurso direto

“Foi um longo caminho. A execução foi célere, os estudos e as autorizações é que foram demorados. Devemos um elogio à empresas do ERASE, questionou-se se valeria a pena o esforço e continuar com tantas imposições e dificuldades de autorização para a solução técnica. Sentiram que era uma obrigação e valeu a pena. Não desistimos do objetivo até ter soluções e resolver a bom termo. As empresas têm conhecimento do impacto da sua atividade e precisam de arranjar soluções para prevenir, mitigar e também resolver os passivos, o que ficou para trás. Responsabilidade social é isso. É um exemplo em Estarreja com uma atividade industrial menos impactante – Almeida Santos, projeto ERASE.

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