Extensão de saúde de Avanca.

A Câmara de Estarreja informa que “solicitou esclarecimentos formais à Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro (ULSRA) relativamente à eventual reorganização do funcionamento” da Unidade de Saúde Familiar (USF) Águas do Gonde, com sede na Vila de Avanca, que presta cuidados de saúde às populações também de Pardilhó.

Um comunicado municipal dá conta que a líder da edilidade, Isabel Simões Pinto, “reafirma a sua posição contra qualquer reorganização que promova a deslocalização de serviços, implique a mobilidade acrescida das populações ou fragilize o acesso a cuidados de saúde de proximidade.”

A ULSRA já fez saber que não existem alterações na organização das consultas mas “a autarquia considera indispensável obter a confirmação formal de que não foi aprovada qualquer mudança ao modelo de funcionamento.”

Seguiu, ainda, pedido de “informação sobre a eventual existência de estudo técnico ou avaliação de impacto que sustente a reorganização”, bem como “a garantia de que qualquer decisão futura salvaguardará a manutenção de todos os serviços em ambos os polos, sem prejuízo para os utentes.”

A Câmara estarrejense relembra “o significativo investimento municipal em curso na requalificação e ampliação da unidade de saúde, bem como o compromisso assumido com as populações na defesa da proximidade, da equidade no acesso aos cuidados de saúde primários e da coesão territorial”.

É reafirma a posição contrária, já expressa, a “qualquer alteração ao modelo atual que implique maior mobilidade dos utentes entre polos ou a perda, ainda que parcial, de serviços em qualquer uma das freguesias”.

A 13 de fevereiro, em reunião com a administração da ULSRA e o responsável pelos Cuidados de Saúde Primários foi transmitido ao município “que a proposta de reorganização apresentada pelos profissionais não se encontrava aprovada”.

“Ainda assim, e apesar desses esclarecimentos, “subsiste na comunidade um clima de incerteza e preocupação quanto ao futuro modelo de organização da USF, designadamente no que respeita à eventual concentração de determinadas tipologias de consulta em apenas um dos polos”, refere o comunicado municipal.

“O risco de constrangimentos acrescidos, maiores deslocações entre freguesias, perda de serviços de proximidade e dificuldades no acesso célere aos cuidados de saúde primários” motivam a oposição camarária.

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