“É preciso perceber o que não conseguimos produzir, mas demos uma resposta positiva” – Ricardo Maia, treinador do BM

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Ricardo Maia, treinador do Beira-Mar (ao centro).

“Um resultado justo”. Ricardo Maia, treinador do Beira-Mar, considerou que a igualdade na receção ao Valadares (1-1) reflete o que se passou ontem, um jogo que foi “completamente distinto” da jornada inaugural na Camacha (0-1), com um adversário “moralizado” pela vitória na receção ao Marítimo B (2-1).

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“O jogo foi decidido em duas bolas paradas, quase me apetecia dizer ‘bem vindo ao Campeonato de Portugal’. Tem sempre enorme importância com os golos”, lembrou o técnico aveirense.

Se a primeira parte “pautou-se pelo equilíbrio”, com uma ponta final “melhor no processo ofensivo, mas sem grandes motivos de interesse”, na segunda foi diferente. Desde logo, com o golo logo após o intervalo. “Um balde de água fria” que obrigou a equipa a correr atrás do prejuízo. “Nem sempre com cabeça, mas a equipa teve competência e, pelo menos, a ambição de perceber que tinha de correr muitos riscos para levar um ponto”. Com o Beira-Mar ‘embalado’ para a frente, o Valadares ainda dispôs de duas jogadas “bem perigosas”, que podia ter ditado o desfecho da partida a seu favor.

“O empate é um mal menor, mas não há motivos para sorrir. É preciso perceber o que não conseguimos produzir, mas demos uma resposta positiva”, ressalvou Ricardo Maia, notando que apenas uma equipa, à segunda jornada, tem seis pontos. “Vai ser uma série muito dura. Temos equipas bem apetrechadas. Hoje não conseguimos a vitória, por culpa própria também”, afirmou o técnico.

Segue-se a Taça de Portugal, com uma deslocação ao reduto do Loures, equipa que também joga no Campeonato de Portugal. “Temos as nossas ambições, iremos preparar o jogo com a máxima seriedade. Não sendo a principal prova, e que define o êxito da época, traz retorno financeiro e visibilidade aos jogadores. Queremos passar a eliminatória. É a mesma lógica, procurar sermos felizes”.

Pelo Valadares, o treinador António Oliveira também seguiu o diapasão quanto à justiça do desfecho a um golo e a consequente divisão de pontos. “Foi um jogo com boas equipas, que demonstraram ter qualidade”, sublinhou.

“Não estivemos como queríamos na primeira parte, na segunda o nosso golo abriu mais espaços, tentámos aproveitar os nossos avanços e poderíamos em duas ocasiões ter feito golos para resolver o jogo. No último lance, sofremos o golo do empate. É o futebol”, disse António Oliveira.

“Tivemos mais oportunidades, poderíamos ter matado o jogo. É mais um ponto, aos poucos vamos fazendo o que pretendemos”, concluiu o técnico do Valadares.

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