
O dono de um café, no concelho de Vagos, assumiu, esta segunda-feira, no Tribunal de Aveiro, que se dedicou ao tráfico de droga, inclusivamente no próprio estabelecimento de restauração de que é sócio-gerente.
Nas declarações prestadas no início do julgamento, o arguido, de 46 anos, que está detido em prisão preventiva, referiu que “70%” da acusação imputada pelo Ministério Público “é verdade”.
O empresário negou, contudo, que tivesse iniciado a atividade em 2018, como vem descrito no processo, mas apenas em 2024. Disse, também, que “nunca” traficou cocaína, limitando-se a cannabis, de que também era consumidor, invocando, neste caso, além de motivos recreativos (“convívio com amigos”), razões medicinais, já que ajuda a “aliviar as dores” da doença de lúpus de que padece.
Também negou diversas vendas e montantes em causa na listagem de consumidores apresentada pela acusação com base, essencialmente, nas mensagens registadas no telemóvel apreendido pela GNR. Os contactos com os clientes eram feitos “na maioria das vezes” através das redes sociais, e “em muito poucos casos em contactos pessoais”. O Ministério Público refere que também terá traficado no café que gere.
O arguido explicou que chegou a deixar de vender a alguns consumidores a pedido de familiares dos mesmos (uma pessoa disse-lhe para “não destruir” a vida do filho e outra terá invocando razões clínicas, nomeadamente do foro psiquiátrico).
A detenção ocorreu em abril passado durante uma ação de fiscalização a estabelecimentos comerciais acompanhada pela GNR. O arguido ao aperceber-se da presença da patrulha adotou um comportamento suspeito, demonstrando sinais de nervosismo que não passaram despercebidos.
Na sequência de uma revista, os Guardas encontraram 1.008 doses de resina de haxixe, 40,64 doses de liamba, duas facas utilizadas no corte do produto estupefaciente e uma balança digital.
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