
Domingos Silva (PSD) assumiu o cargo de presidente da Câmara de Ovar empenhado “num mandato de proximidade, de diálogo e de trabalho conjunto sem excluir ninguém. Da minha parte é assim que vai ser”, garantiu no início de um novo ciclo em que os sociais democratas vão ter de governar em minoria.
O desfecho eleitoral de 12 de outubro ditou a perda da maioria absoluta por parte sociais democratas no seio do executivo, onde ficaram com 4 eleitos (menos 3). O PS passou de 2 para 3, verificando-se ainda ‘entrada’ de dois eleitos (pelo movimento independente Agir e Chega).
“Não queremos fazer de cada decisão uma vitória de alguns, mas de todos, é assim que queremos governar o nosso município”, referiu Domingos Silva na tomada de posse para ocupar a presidência, cargo que assumira no mandato anterior na sequência da renúncia de Salvador Malheiro, agora eleito presidente da Assembleia Municipal, com 18 votos contra 16 de uma lista PS, Agir e Movimento 2030.
O presidente afirmou-se disponível para trabalhar “com todos”, mas conta também “com um executivo que esteja convergente no desenvolvimento da nossa terra”. “A democracia faz-se no debate, no diálogo positivo e construtivo com todas as forças políticas, mas fortalece-se na ação e com a colaboração de todos, feita de respeito, diálogo e sentido de missão pública que Ovar continuará no caminho do progresso”, sublinhou Domingos Silva alertando que “coligações negativas enfraquecem a democracia e a credibilidade da gestão da coisa pública, isto é da política”.
“É no diálogo, na seriedade e nos respeito pelas posições tomadas com o conhecimento, na pluralidade e convergência de um fim comum que encontraremos sempre a melhor decisão. Afasta-nos a crítica desinformada, o desrespeito pelas instituições e a calunia”, acrescentou.
“O que nos une em toda a linha são as pessoas e a nossa terra e é em torno deste bem maior que todos nos devem congregar mesmo quando tempos ideias diferentes para atingir o mesmo fim”, enfatizou o presidente da Câmara, recordando os “três pilares fundamentais” da candidatura que venceu as eleições: “proximidade, transparência e crescimento sustentado”.
- Garantir a construção de mais habitação acessível e habitação para arrendamento jovem;
- Criar novas áreas de atividade económica, novas áreas de reabilitação urbana e mais estacionamento nos centros urbanos;
- Continuar a investir na requalificação da rede viária e nas infraestruturas desportivas;
- Novos espaços de cultura;
- Continuar a afirmar as tradições culturais;
- Criar o conselho económico e social do município;
- Proteger a orla costeira, valorizar as praias e reforçar a sustentabilidade ambiental;
- Continuar priorizar o apoio às famílias, jovens, idosos;
- Reforçar o apoio às instituições sociais, coletividades e ao associativismo;
- Educação continuará a ser aposta prioritária;
- Continuar a investir e valorizar a ação da Juntas;
Discurso direto
“O povo falou com clareza, Renovou confiança no projeto do PSD, mas também recordou que o poder não é privilégio é um dever de serviço. A nova constituição deste órgão obriga-nos a redobrar a humildade, o diálogo e a capacidade de construir pontes” – Salvador Malheiro.
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