CIRA entregou ao Governo caderno com “assuntos relevantes” para a região

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Ribau Esteves, presidente da CIRA.
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O ‘Polis Ria II’, o licenciamento de uma central de biomassa na região, as obras de defesa dos campos do Baixo Vouga Lagunar e a não cobrança de portagens em percursos ‘intra NUT 3’ são alguns dos dossiês para os quais a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro (CIRA) pediu atenção governamental, colocando no topo das prioridades a ampliação do hospital de Aveiro.

A atualização do habitual “relatório de assuntos de relevante interesse” para os 11 municípios, que é recordado a cada nova legislatura, foi enviado para análise do Governo no início do ano e, em algumas das suas áreas, como as rodovias, mais concretamente a ligação Aveiro – Águeda, motivou já reuniões com os respetivos titulares.

“É um documento muito importante, que vai ter um trabalho de interação política com o Governo, agora que está instalado e tratou do Orçamento do Estado. Vai ser um processo de continuidade, com trabalho atento e intenso”, adiantou o presidente da CIRA, Ribau Esteves, numa conferência de imprensa destinada a apresentar as ‘linhas de força’ das reivindicações da região.

O edil de Aveiro colocou no topo das prioridades o investimento no Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) com os projetos de ampliação dos pólos de Aveiro e Águeda e a requalificação necessária em Estarreja.

Encargos estimados, no caso de Aveiro, onde se prevê a instalação de um centro académico clínico, de 120 milhões de euros, que têm na próxima vaga de fundos europeus (2020-2030) uma possibilidade de encontrar a principal comparticipação. “É a nossa luta primeira”, referiu Ribau Esteves, sublinhando “a união” do CHBV, da Universidade de Aveiro e do município local para “Aveiro deixar de ocupar o lugar de fim de tabela na qualidade física do hospital”.

Discurso direto

“Queremos dar continuidade e ter no quadro do Portugal 2020-30 um ‘Polis II’ para prosseguir este trabalho importante para prosseguir a valorização e qualificação da ria. Não houve sucesso no anterior, ainda estamos a viver do ‘Polis I’, agora na ponta final. É de absoluta prioridade continuar a investir, de forma continuada”.

“As florestas e conservação da natureza tem uma ligação muito íntima à Proteção Civil, para diminuição do risco de incêndio. Uma das propostas é a atribuição de uma licença para construir uma central de biomassa. Para recolher a biomassa produzida na área florestal e reduzir riscos de incêndio. Justifica uma central de biomassa que servirá também para produzir energia a entregar na rede. Não há dinheiro para andar sistematicamente a limpar as florestas, temos de gerar receitas para pagar essas despesas, é um projeto autosustenável”.

“O projeto do Baixo Vouga Lagunar está na fase crítica, com atos preparatórios para arrancar a obra de oito milhões de euros para fazer a ponte açude do Rio Novo Príncipe. Servirá contra as inundações numa articulação com o sistema de defesa lagunar, o dique, que está em projeto de revisão final e desenvolvimento do Estudo de Impacte Ambiental. São obras para acautelar os riscos de cheias e manter uma boa relação com os valores ambientais. Investimentos superiores a 25 milhões de euros, os de maior expressão financeira contratualizados com o Portugal 2020”.

“Com o Ministério das Infraestruturas, temos um leque diverso de assuntos, desde as portagens, às vias para a competividade, à ligação ferroviária e habitação.
Na reunião com o ministro Pedro Nuno Santos apresentamos a proposta para gestão das portagens, queremos que os circuitos intra NUT 3 (região do Baixo Vouga), não sejam portajados. Temos problemas complicados, uma grande densidade populacional e industrial, com grande tráfego. De Vagos a Ovar até nó das Talhadas é fundamental ter um ganho de causa, entendemos que não deve ter descontos. Não pagar é um contributo para reduzir os custos de logística e consequentemente dar maior fluidez e segurança nas vias, como a EN 109, baixar tempos de deslocação”.

“A primeira das prioridades é a saúde, uma questão central para a vida. Estamos unidos com o CHBV e a UA, determinados e decididos”.

Consultar relatório completo da CIRA que foi enviado ao Governo

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