Homenagem a Carlos Candal.

Carlos Manuel Natividade da Costa Candal nasceu em Aveiro a 1 de Junho de 1938, e faleceu em Coimbra a 18 de Junho de 2009, vítima de acidente vascular. Era conhecido pelo seu bom humor e por fumador inveterado, acendia os charutos com os anteriores, não precisava de isqueiro.

Por Fernando Ferreira Dias *

Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, participou na organização do 2º Congresso Republicano, em Aveiro, em 1969,que decorreu no teatro Aveirense e foi membro da Comissão Executiva do 3º Congresso da Oposição Democrática, em 1973, no Cine Avenida. Foi sempre um opositor ao regime da Ditadura do Estado Novo, mesmo quando presidiu à Associação Académica de Coimbra numa altura (primeiros anos da década de 60) em que irrompia a contestação estudantil do ensino superior ao regime do Estado Novo e à guerra colonial.

Na era marcelista (1973) Carlos Candal foi um dos delegados ao Congresso da Acção Socialista Portuguesa (ASP), realizado na cidade alemã de Bad Munstereifel, onde se fundou o novo Partido Socialista.

Já em democracia foi eleito pelo PS para a Assembleia Constituinte e, depois, manteve-se deputado até 1983. Decidiu então fazer uma pausa sabática de cerca de dois anos até 1985 quando voltou ao Parlamento e ali ficou mais dez anos.

Foi deputado ao Parlamento Europeu de 1995 a 2004. Aqui foi membro efectivo de varias Comissões de Assuntos Jurídicos.

É de 1995 um dos mais falados episódios da política nacional com a publicação do seu “Manifesto Anti-Portas em Português Suave”, um texto sarcástico e corrosivo contra Paulo Portas e Pacheco Pereira, seus opositores na campanha eleitoral em que qualifica Paulo Portas de “garnisé cantante” e Pacheco Pereira de “pavão de monco caído”. Foi muito comentado…

Tentou ser bastonário da Ordem dos Advogados, mas foi derrotado por José Miguel Júdice.

Foi um aveirense em que a atividade partidária e política nunca o afastou de Aveiro. Por isso aceitou ser presidente da Assembleia Municipal durante dois mandatos

um encontro do cabeça de lista do PS às europeias, Vital Moreira, com estudantes universitários, em Aveiro, onde Candal estava presente, teve um desmaio e foi a última intervenção pública de este grande aveirense.

Apenas acrescento que foi um grande amigo, com quem partilhei muitas vivências e que acho que ainda tinha muito para dar a Aveiro, terra que ele adorava e sabia defender contra os maus forasteiros e falsos aveirenses…E mais não digo.

* Série de publicações ‘Personagens que fazem Aveiro’. Artigo publicado em Aveiro na História.

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