Aveiro: Câmara acusada de não ter apoiado saída dos campistas de São Jacinto

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Parque de campismo de S. Jacinto, Aveiro.

Um ex-utente do parque de campismo municipal de São Jacinto decidiu transmitir em jeito de “direito de resposta” o seu desagrado com declarações recentes de Ribau Esteves, mostrando-se surpreendido com o estado em que recinto terá sido deixado, após o encerramento, transformado numa autêntica lixeira.

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“É fácil apontar-nos o dedo, mas o senhor presidente esqueceu-se de mencionar que durante o período em que obrigou os campistas a tirar os seus bens, nunca procedeu à recolha do lixo, cortou-nos a água potável e deixou apenas uma casa de banho aberta, que nunca foi limpa”, reagiu Nuno Santos, que frequentou o parque durante duas décadas.

“Portanto, além de querer causar um dano à saúde pública de todos os campistas, o senhor presidente tem a sua quota parte de responsabilidade ‘na mega quantidade de lixo’ que encontrou”, afirmou em tom irónico o campista, que vendeu todo o seu equipamento de campismo usado para estadias em São Jacinto “por uns míseros 700€”.

Nuno Santos, que apoiou financeiramente as custas do processo judicial movido por um grupo de campistas de São Jacinto contra o município, através do qual foi possível alargar o prazo de fecho definitivo, lamenta que o presidente da autarquia “continue a denegrir a imagem de quem amava aquele parque e São Jacinto”. Depois disto tudo, acrescenta, “não espero mais nada quando reabrir”. “A Câmara só quis fechar o parque, com objetivos e interesses que o próprio tempo revelará”, concluiu.

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