Baleia que arrojou na Ria de Aveiro à mercê da maré mas em dificuldade

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Imagem de André Pinho.
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A tentativa de colocar em movimento uma baleia-comum que arrojou esta manhã num banco de areia da Ria de Aveiro, junto a S. Jacinto, foi suspensa, ao final da tarde, por “falta de condições de segurança”.

Além da agitação causada pela subida da maré, a instabilidade meteorológica que está a fazer-se sentir esta segunda-feira não permitiu manter os meios no local mais tempo.

Segundo informação obtida junto do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM) instalado no ECOMARE da Gafanha da Nazaré, o cetáceo, um macho de quase 11 metros, continuava vivo à hora em que a operação de resgate foi interrompida.

A equipa de biológos, que estava a ser apoiada por meios ativados pela Capitania (Polícia Marítima e bombeiros), deixou o local pelas 18:45, no ‘pico’ da maré cheia.

“O animal já estava dentro de água, mas não temos a certeza se vai arrojar novamente ou não. Encontra-se certamente em estado grave, foi muito tempo ’em seco’, amanhã iremos conferir. Não havia condições para continuar no local. A amplitude da maré é muito alta, fica muito complicado com a forte corrente”, explicou fonte do CRAM.

A baleia, em idade juvenil, exibe um peso inferior ao que seria habitual, admitindo-se que possa ter sido arrastada pelas correntes.

Este é o primeiro caso conhecido de um arrojamento na Ria de Aveiro. Em 2014, uma baleia ferida navegou pelas águas interiores, tendo sido possível orientá-la para a saída pela barra do porto em direção ao mar alto.

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