1º de Maio, Aveiro (CGTP).

A União de Sindicatos de Aveiro (USA), afeta à CGTP, aproveitou as comemorações do 1º de Maio para aprovar entre os presentes na concentração realizada em Aveiro, após o habitual desfile, uma resolução a apelar à participação na ‘greve geral’ agendada para 3 de junho, com que se pretende “derrotar” o ‘pacote laboral’ colocado em marcha pelo Governo.

Na resposta a dar ao “enorme ataque aos direitos”, a estrutura sindical deseja “uma grande demonstração da indignação, do protesto, da exigência e da força dos trabalhadores”.

Os trabalhadores foram mobilizados para que “se mantenham firmes” no protesto, assim como “todas as estruturas sindicais e organizações de trabalhadores”, em posição de “convergência na luta pela retirada do pacote laboral.”

“Todos juntos vamos realizar uma grande greve geral” afirmou, convicto, Adelino Nunes, coordenador da CGTP em Aveiro na sua intervenção a terminar o ‘Dia do trabalhador’.

“O que este Governo está a fazer é um dos maiores ataques de sempre aos trabalhadores, é apresentar um autêntico retrocesso para quem trabalha como se de avanços se tratassem. É mentir”, criticou.

“A CGTP-IN apresentou as propostas sobre a legislação laboral que os trabalhadores precisam e o Governo fugiu à sua discussão. Queriam impor as propostas dos patrões”, denunciou o dirigente.

Nove meses depois de iniciadas as negociações, onde a CGTP tem feito questão de não participar, permanece na proposta governamental “tudo o que de mais grave tem o pacote laboral”.

Adelino Nunes alertou para “a normalização da precariedade” (contratos a prazo para jovens à procura do primeiro emprego), o outsourcing (permitir às empresas que efetuem um despedimento colectivo externalizar esse mesmo serviço) e “a facilitação dos despedimentos” com “a possibilidade de um trabalhador despedido ilicitamente poder não ser reintegrado no seu local de trabalho”.

Denunciou, igualmente, a possibilidade do pagamento do subsídio de férias e do subsídio de natal em duodécimos, o “ataque ao direito de greve” com o alargamento dos sectores obrigados a terem serviços mínimos”, o “impedimento dos sindicatos de entrarem nos locais de trabalho onde ainda não existe organização, bem como “o ataque à contratação coletiva, a promoção da sua caducidade ou a possibilidade de ser o patrão a decidir qual a convenção coletiva a aplicar na empresa e o ‘banco de horas’ com 150 horas de trabalho extraordinário “não pago.”

Intervenção de Adelino Nunes, coordenador da USA – 1º Maio 2026

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