Aveiro: PS pede ligações do novo ferry mais baratas por força do investimento público

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Imagem gráfica de novo ferry da Câmara de Aveiro.
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O PS defendeu na Assembleia Municipal (AM) de Aveiro que a entrada em atividade do novo ferry, prevista para dentro de um ano, seja acompanhada pela redução dos tarifários, atendendo a que a concessionária dos transportes ficará com a embarcação paga por dinheiros públicos. A Câmara não se comprometeu.

“Entregando à concessionária um ferry novinho em folha, a Câmara que faça verter sobre os cidadãos essa oferta no tarifário da utilização quando entrar em funcionamento, seria um excelente contributo do município”, sugeriu o deputado Francisco Picado.

Rita Batista, do Bloco de Esquerda, também abordou o investimento no novo ferry, que “a Câmara paga com dinheiro público para ser usado por privados”. Algo que, notou a deputada, “não se fez quando o transporte era público”, antes da concessão. “Não havia dinheiro para trocar autocarros, mas o serviço continua sem dar resposta às necessidades. Os privados reduzem os seus custos à custa do público”, criticou a bloquista,

Ainda quanto a apoios, a bancada do PS recomendou também que a Câmara “bonificasse” às atividades económicas instaladas Avenida Lourenço Peixinho que estão a ser afectadas pelas obras de requalificação. “A obra está para durar, irá penalizar de sobre maneira, ainda para mais pela situação de pandemia”, alertou Francisco Picado.

O socialista estranhou falta de informação de algumas empreitadas e projetos na comunicação relativa aos últimos dois meses da gestão camarária. “A obra do Rossio eclipsou-se, só lá está o buraco; sobre a Avenida não há uma linha, nada diz” referiu.

Um aspeto também referido por Filipe Guerra, do PCP: “Não há nenhuma referência ao parque subterrâneo, bem como à Avenida. Neste caso, porque se encontra atrasada e pelo enorme impacto no dia a dia era importante ter uma nota”, disse.

Câmara paga 60% do ferry novo

Sobre o ferry, o presidente da Câmara esclareceu o financiamento comunitário obtido junto do Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), adiantando “que vai pagar 40%” dos 7,3 milhões de euros do navio.

“Há uma regra absurda, que pretendemos mudar, nós no Comité das Regiões e o Governo. O ferry atual vale meio milhão de euros, novo 7 milhões. Normal seria comparticipar o novo, mas a regra comunitária é que fundo comunitário só pode pagar a diferença com motores de combustão. É sobre essa diferença que se aplicam os 85 %. Quando vamos aos 7 milhões, dá 40%. É preciso ser uma Câmara bem governada e com capacidade financeira à séria para meter 60% dos 7 milhões”, referiu Ribau Esteves.

O edil respondeu também às questões sobre as obras do Rossio e da Avenida. “Compreenderão que em cada relatório de informação não pode estar tudo, no de Fevereiro está lá um ponto de situação. Não é segredo”, disse.

Adiantou, ainda assim, que projeto do Rossio está em fase de visto do Tribunal de Contas. “Foi adjudicado. O Tribunal já mandou o normal primeiro ofício de perguntas, estamos a trabalhar para o visto. Não há segredo nenhum.”

Na Avenida, “uma obra à vista de todos”, também “não há nenhum segredo”. “Não percam muito tempo com efabulações porque não está nada na comunicação”, pediu Ribau Esteves que deixou sem resposta as recomendações de redução dos tarifários do ferry e apoio ao comércio afectado pelas obras da Avenida. Neste último caso, referiu-se a uma reportagem da SIC sobre o impacto da pandemia, fazendo notar os testemunhos em relação às obras na principal artéria citadina que dão conta, apesar de tudo, que se fizeram negócios durante a fase ao ‘postigo’.

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